Pedro Chagas Freitas partilha três reflexões sobre bondade, limites e solidão

Pedro Chagas Freitas partilha três reflexões sobre bondade, limites e solidão, nas suas redes sociais.

O escritor publicou três mensagens distintas nas redes sociais, duas associadas ao livro Benjamin e os dias cheios de nada e outra dedicada à pressão social sentida por quem está solteiro

Pedro Chagas Freitas voltou a recorrer às redes sociais para partilhar textos sobre a forma como cada pessoa se relaciona consigo própria e com os outros.

Ao contrário de uma única reflexão dividida em vários momentos, tratam-se de três publicações diferentes, divulgadas separadamente. As duas mais recentes surgiram associadas à promoção do livro Benjamin e os dias cheios de nada, enquanto a terceira desenvolveu uma reflexão mais longa sobre a solidão, a condição de solteiro e a pressão para viver uma relação.

«Nunca te arrependas de ser boa pessoa»

Numa primeira partilha, Pedro Chagas Freitas deixou uma mensagem breve sobre a importância de preservar a bondade, mesmo depois de experiências dolorosas ou de atitudes capazes de deixar marcas.

«Por mais que te tenham magoado, nunca te arrependas de ser boa pessoa.»

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A publicação foi acompanhada por uma referência a Benjamin e os dias cheios de nada, obra que já se encontra disponível nas livrarias e nos hipermercados.

«Não sejas a reciclagem emocional de quem só sabe despejar»

Noutra publicação, feita separadamente, o escritor centrou a reflexão nos limites que devem existir nas relações.

Pedro Chagas Freitas defendeu que ninguém deve aceitar ser ignorado, apagado ou utilizado por quem apenas procura um lugar onde descarregar as próprias frustrações.

«Não permitas na tua vida quem não te trata bem. Não permitas quem te ignora, quem te apaga, quem te usa. Não és uma uma toalha velha, não és uma porcaria qualquer. Até o lixo tem dia, hora, de recolha. Não sejas a reciclagem emocional de quem só sabe despejar.»

Também esta mensagem foi associada ao lançamento de Benjamin e os dias cheios de nada.

Pedro Chagas Freitas escreve sobre estar solteiro

A terceira partilha, publicada de forma independente, foi dedicada à forma como a sociedade continua a olhar para quem está sozinho ou não vive uma relação amorosa.

Pedro Chagas Freitas começou por rejeitar a ideia de que uma pessoa solteira está incompleta ou falhou em algum ponto da vida.

«Estás sozinho. És solteiro. Não és um falhado, não és um puzzle com peças em falta. A sociedade, esse manicómio elegante, insiste em sugerir que sim. Com olhares piedosos, com conselhos que ninguém pediu, com a pergunta de merda: “Então e namorados, nada?”

Estar sozinho continua a ser um escândalo social. Estar bem sozinho é heresia. O mercado sentimental, publicitário, cultural, precisa que te sintas incompleto, que aches que te falta uma metade, que aceites o primeiro idiota funcional que te der dois beijos e um emoji de bom dia. Querem que cedas, que te dobres. Não te dobres. Não és metade de nada; és inteiro. És mais inteiro do que muitos que vivem em casal e se desfazem lentamente entre jantares insossos e silêncios ruminantes. Não tenhas pressa. Não compres o pacote da normalidade.

Ama-te como és. Até quando custa, até quando a cama parece demasiado grande, até quando os domingos não são nada do que dizem que deviam ser. A paz está onde ninguém te toca. A pior solidão é teres ao lado quem não te vê. Quem não vê o teu valor não merece o teu tempo, muito menos a tua alma. Fica contigo. Basta-te. Sobra-te. Sobra-te inteiro. Amar não é preencher, é transbordar. Se te amas, já não te falta nada.»

Com as três publicações, Pedro Chagas Freitas abordou dimensões diferentes da mesma procura: continuar a agir com bondade, saber impor limites e não permitir que a ausência de uma relação seja confundida com falta de valor ou incompletude.

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