João Pedro Pais levou canções de sempre ao Sol da Caparica num concerto feito de memória e reencontro

João Pedro Pais levou canções de sempre ao Sol da Caparica num concerto feito de memória e reencontro, na tarde de hoje.

Fotografias: Rui Pereira

João Pedro Pais trouxe ao segundo dia d’O Sol da Caparica um alinhamento onde não faltaram algumas das canções que atravessaram diferentes fases da sua carreira. Sem precisar de procurar atalhos para chegar ao público, o músico português construiu o concerto desta sexta-feira, 14 de agosto, a partir de um repertório que há muito deixou de pertencer apenas a quem o escreveu.

Foi Civilização que abriu a atuação no Palco Via Verde, dando início a uma viagem por temas que acompanharam João Pedro Pais ao longo de quase três décadas de percurso.

Seguiu-se Louco, antes de A Nossa Hora e Não Há prolongarem um concerto pensado sobretudo em torno das canções e da relação que estas foram construindo com várias gerações.

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Dos temas mais recentes aos clássicos de João Pedro Pais

O alinhamento não viveu apenas dos momentos mais imediatamente reconhecíveis. Havemos de Lá Chegar e Um Resto de Tudo também encontraram espaço numa atuação onde o músico foi cruzando diferentes épocas do seu catálogo.

Mas há títulos que bastam para ativar imediatamente a memória de quem cresceu a ouvir João Pedro Pais. Ninguém é de Ninguém foi um desses momentos, recuperando uma das canções mais associadas ao seu percurso e a um tempo em que o cantor se afirmou definitivamente entre os nomes incontornáveis da pop portuguesa.

Volto Já e Uma Questão de Fé mantiveram o concerto em movimento, numa tarde em que o artista não precisou de se afastar muito do repertório que o público conhece para justificar o lugar que continua a ocupar.

Mentira e Santo Domingo também passaram pela Caparica

Já na parte final, Nada de Nada e Mentira reforçaram essa ligação a um cancioneiro que continua a atravessar os anos sem desaparecer dos concertos.

Santo Domingo também integrou o alinhamento levado por João Pedro Pais à Costa da Caparica, completando um espetáculo assente muito mais na força das músicas do que na necessidade de reinventar aquilo que há muito funciona entre o cantor e quem o acompanha.

Num festival onde o cartaz desta sexta-feira passa por universos tão distintos como a eletrónica de Rich & Mendes, a música dos Calema ou os territórios urbanos de Mizzy Miles e Veigh, João Pedro Pais ocupou o seu espaço com aquilo que melhor conhece: histórias transformadas em canções e refrões que dispensam apresentações.

A passagem pelo Sol da Caparica acabou, por isso, por funcionar também como um reencontro. Com o público, com várias fases da sua carreira e com temas que continuam a sobreviver muito para lá do momento em que foram editados.

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