Rita Matias lança movimento conservador e abre dúvidas sobre futuro no CHEGA, segundo tem sido noticiado.
A criação de um movimento liderado por Rita Matias está a levantar dúvidas sobre o futuro da deputada no CHEGA. A parlamentar, um dos rostos mais mediáticos do partido de André Ventura, integra a direção do novo projeto, mas ainda não anunciou qualquer intenção de abandonar a estrutura partidária.
A iniciativa chama-se Movimento Mulheres Conservadoras Portugal e iniciou publicamente a atividade em julho. Rita Matias apresentou-a como um espaço de mobilização de mulheres em torno de valores conservadores, embora o projeto não surja formalmente associado ao CHEGA. Publicação oficial de Rita Matias
André Ventura afasta cenário de rutura
Questionado sobre o movimento, André Ventura admitiu não conhecer em profundidade a respetiva estrutura. O presidente do CHEGA salientou que o projeto não está ligado à atividade política do partido e afastou a existência de uma rutura interna.
A posição procura travar as leituras que apontam para um possível afastamento de Rita Matias, que participa na iniciativa em nome próprio e não enquanto representante formal do CHEGA. Declarações divulgadas pela SIC Notícias
Até ao momento, a deputada mantém as suas funções partidárias e não existe qualquer confirmação de que esteja a preparar uma saída.
Divergências começaram no caso de Bruno Mascarenhas
Dentro do CHEGA, as interpretações sobre o movimento não serão, contudo, consensuais. Segundo a SIC Notícias, há dirigentes que consideram que Rita Matias poderá estar a posicionar-se para o futuro, depois de um período de maior tensão com elementos da direção.
Um dos momentos de divergência aconteceu quando a deputada defendeu a demissão do vereador Bruno Mascarenhas, assumindo uma posição diferente da seguida por André Ventura.
A partir desse episódio, a relação de Rita Matias com alguns membros da direção terá ficado mais fragilizada.
Ricardo Reis apontado à Juventude CHEGA
Outra das questões em aberto passa pela liderança da Juventude CHEGA, atualmente entregue a Rita Matias. Nos bastidores do partido, Ricardo Reis é apontado como possível sucessor da deputada.
A eventual mudança é interpretada por algumas fontes internas como uma tentativa de reduzir a influência de Rita Matias na estrutura juvenil. Ainda assim, não existe qualquer decisão oficial anunciada pelo partido.
A criação do novo movimento aumenta a autonomia política e mediática da deputada, mas, nesta fase, associar o projeto a uma saída do CHEGA permanece apenas uma possibilidade. André Ventura nega qualquer desunião e Rita Matias ainda não esclareceu publicamente se pretende alterar o seu percurso dentro do partido.
