Príncipe Harry recorda mudança para o Canadá: “Não conseguia funcionar sem adrenalina”, afirmou sobre o assunto.
O duque de Sussex descreveu duas semanas de depressão após se afastar da rotina que mantinha no Reino Unido. O testemunho foi partilhado numa sessão dedicada ao luto e à resiliência.
A chegada ao Canadá, no final de 2019, colocou o príncipe Harry perante uma dificuldade que não esperava: adaptar-se a uma vida com menos pressão. Ao recordar essa fase, vivida com Meghan Markle e o filho Archie, o duque de Sussex contou que a mudança de ritmo foi acompanhada por uma quebra no seu bem-estar emocional.
O relato surgiu na sessão “Redefinindo o Luto: Construindo Resiliência no Meio da Perda”, na qual abordou a relação que tinha desenvolvido com o stress e com um estado permanente de alerta.
A dificuldade de abrandar
Harry descreveu a rapidez com que sentiu a mudança depois de se afastar do ambiente a que estava habituado:
“Ao estar no Canadá, longe do ambiente stressante onde, presumivelmente, o meu corpo estava carregado de adrenalina, senti, em questão de dois ou três dias, essa queda brusca de adrenalina, algo que eu nunca tinha vivenciado antes.”
Na sua interpretação, a pressão constante tinha passado a ser uma condição de que sentia precisar para responder às exigências do quotidiano.
“Era como se eu precisasse de stress para obter a adrenalina necessária para fazer o meu cérebro funcionar, pois eu tornava-me inútil em casa.”
Duas semanas de depressão
O duque de Sussex contou que o impacto da transição se prolongou nas semanas seguintes:
“Na verdade, entrei num quadro depressivo por cerca de duas semanas e sentia que não conseguia funcionar sem adrenalina.”
O testemunho situa-se numa fase em que Harry e Meghan estavam no Canadá com Archie, ainda bebé, antes de deixarem as funções oficiais na família real em 2020. Ao recuperar esse período, Harry descreveu a dificuldade de encontrar estabilidade numa rotina muito diferente daquela que conhecia.
