Tânia Laranjo encontra T0 de 320 mil euros: “Uma casa servia para morar, não para testar a capacidade de viver sem mexer os cotovelos”

Tânia Laranjo encontra T0 de 320 mil euros: “Uma casa servia para morar, não para testar a capacidade de viver sem mexer os cotovelos”, ironizou.

A procura de casa levou Tânia Laranjo a partilhar duas publicações sobre os preços e as dimensões de imóveis anunciados para venda. Num dos textos publicados no Facebook, a jornalista comentou um T0 de 30 metros quadrados por 320 mil euros; noutro, questionou um anúncio de um espaço de 14 metros quadrados, em Lisboa, por 150 mil euros.

O tom foi de ironia, mas o assunto partiu de uma experiência que a própria revelou estar a viver: a procura de uma habitação.

“Encontrei um magnífico T0. Trinta metros quadrados. 320 mil euros. Magnífico, dizem eles. Imagino que o preço inclua a possibilidade de olhar pela janela e ver o dinheiro a desaparecer”, escreveu sobre o imóvel de maior valor.

“Devia era procurar um museu”

A relação entre o espaço disponível e o preço pedido motivou uma descrição de como seria distribuir os objetos e o mobiliário pelos 30 metros quadrados.

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“Trinta metros quadrados! Já dá para ter cama, casa de banho, cozinha e talvez uma cadeira, desde que não se entusiasme com as visitas. Uma estante para livros é que começa a complicar a planta. E eu ainda sou do tempo em que uma casa servia para morar, não para testar a capacidade de viver sem mexer os cotovelos.”

Foi nesse contexto que Tânia Laranjo confirmou estar à procura de casa, prolongando a crítica através de uma comparação com um museu.

“Ando à procura de casa e começo a achar que devia era procurar um museu. Pelo menos, lá há espaço para as coisas antigas. Como os livros em papel e a ideia de que 320 mil euros compravam uma casa.”

A jornalista encerrou essa publicação com um pedido aos seguidores: “E não me mandem anúncios, por favor. Este T0 já me chegou para o dia. Ainda estou a tentar perceber se os 30 metros quadrados são de área útil ou se incluem o espaço que vou precisar para recuperar do preço.”

T0 de 14 metros quadrados também mereceu comentário

Noutra publicação, Tânia Laranjo partilhou um anúncio de um T0 na Rua de Campolide, em Lisboa, apresentado com 14 metros quadrados e um preço de 150 mil euros. A imagem publicitária destacava ainda uma prestação aproximada de 500 euros por mês e descrevia o imóvel como uma oportunidade para rentabilizar.

A jornalista fez um exercício irónico sobre a distribuição do espaço, atribuindo áreas às necessidades básicas de uma casa.

“Vamos lá fazer as contas a este investimento imobiliário. Cinco metros quadrados para a sanita e o chuveiro. Mais quatro para o fogão e a banca da cozinha. Já vamos em nove. A cama, claro, não pode ser de casal. Não há cá luxos. Mas mesmo uma cama de solteiro precisa de espaço para existir, digamos mais seis metros quadrados. Ups. Já vamos em 15 e a casa só tem 14. E ainda não pusemos lá dentro uma pessoa.”

“Para comprar a casa e dormir no patamar?”

Depois das contas, Tânia Laranjo questionou o valor pedido e as condições de utilização do imóvel.

“Os 150 mil euros são para quê? Para comprar a casa e dormir no patamar? É que o anúncio diz que se pode rentabilizar por 500 euros. Só não explica se o inquilino tem de sair da cama para o senhorio conseguir abrir a porta.”

A referência à rentabilização por 500 euros foi feita pela jornalista no texto. Na imagem do anúncio que acompanhou a publicação, esse montante surge identificado como uma prestação mensal aproximada.

Mantendo o registo irónico, Tânia Laranjo concluiu: “Há negócios fantásticos. Este é capaz de ser o primeiro em que a casa é mais pequena do que a soma das suas divisões. Mas por 150 mil euros, quem sou eu para fazer contas?”

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