Flávio Furtado condena violência nos protestos: “É possível exigir justiça sem destruir, agredir ou roubar”

Flávio Furtado manifestou preocupação com os atos de violência associados a protestos e alertou para as consequências que podem ter sobre quem se manifesta pacificamente. Numa publicação no Facebook, o comentador defendeu o direito à manifestação, mas condenou quem aproveita essas situações para praticar crimes.

Flávio Furtado recorreu ao Facebook neste domingo, 18 de outubro, para partilhar uma reflexão sobre a liberdade de manifestação e o respeito pelos direitos dos outros. A mensagem acompanha uma imagem de uma loja Hermès com as montras partidas.

“O que se está a passar em França e um pouco por todo o mundo é triste e preocupante. É lamentável que situações destas acabem por desacreditar quem exerce legitimamente o seu direito de se manifestar, de defender os seus ideais e de lutar por aquilo que acredita ser melhor para si e para a sociedade”, começou por escrever.

Embora faça referência a França, o comentador não identifica no texto uma manifestação concreta nem a data ou as circunstâncias em que foi captada a imagem que acompanha a publicação.

“Acabam por ser prejudicadas pessoas honestas”

Na sua reflexão, Flávio Furtado destacou o prejuízo que os comportamentos violentos podem causar às próprias reivindicações, desviando o debate das questões que levaram as pessoas à rua.

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“É triste ver como alguns se aproveitam destas situações para praticar atos de vandalismo, violência e roubo, desviando a atenção das causas que dizem defender”, afirmou.

O comentador chamou também a atenção para quem acaba por sofrer as consequências desses atos: “No meio de tudo isto, acabam por ser prejudicadas pessoas honestas, que trabalham, pagam os seus impostos e lutam diariamente por uma vida melhor.”

Uma defesa do protesto com respeito pelos outros

Flávio Furtado fez questão de reconhecer a legitimidade da contestação, defendendo que a exigência de mudanças deve ser acompanhada pelo respeito por terceiros.

“A liberdade de manifestação é um direito fundamental, mas não pode servir de justificação para desrespeitar os direitos dos outros. É possível lutar por mudanças, defender convicções e exigir justiça sem destruir, agredir ou roubar”, escreveu.

A publicação termina com uma ideia que resume a posição do comentador: “Porque defender uma causa deve ser, acima de tudo, respeitar os outros.”

Leia também: Tânia Laranjo responde às críticas aos jovens: “Como se uma viagem pagasse a entrada de um apartamento”

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