António Leal e Silva reage às críticas sobre habitação: “Tenho o direito de ser a favor ou contra”

António Leal e Silva recorreu às redes sociais para esclarecer a sua posição sobre os protestos pela habitação e responder a quem o criticou. O comentador afirmou apoiar o direito à manifestação, mas reiterou que discorda da ocupação de espaços públicos, ao mesmo tempo que reconheceu a necessidade de encontrar uma solução para o preço das casas e das rendas.

Na mensagem em vídeo, começou por dirigir palavras duras a alguns dos utilizadores que reagiram às suas declarações, acusando-os de não compreenderem o que leem ou ouvem.

“As redes sociais é um sítio um bocadinho complicado”

António Leal e Silva não escondeu a irritação ao explicar o motivo da intervenção.

“Bom, meus queridos e minhas queridas, eu gosto de esclarecer, eu já percebi que as redes sociais é um sítio um bocadinho complicado, cruzamos-nos com gente um bocado burra, pouco inteligente e que não entende aquilo que ouve ou aquilo que lê”, afirmou nas redes sociais.

O comentador rejeitou também que a sua vida se resuma à atividade pela qual parte do público o conhece. “Tenho mais vida e tive e terei mais vida para além disso”, sublinhou.

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Defende a manifestação, mas mantém oposição à ocupação de espaços públicos

Ao desenvolver a sua posição, António Leal e Silva invocou a Constituição e os direitos democráticos, defendendo que os protestos devem decorrer dentro da lei.

“Em segundo lugar, em Portugal vive-se em democracia e liberdade, há uma coisa que chama-se Constituição da República Portuguesa, que é a lei fundamental do Estado, que prevê o direito à greve, o direito à manifestação, à indignação, ao protesto, sempre dentro da lei, de forma ordeira, civilizada e com a autorização das entidades competentes para se realizar”, declarou.

Na mesma intervenção, fez questão de afirmar o seu apoio ao direito de protestar: “Eu sou a favor, isso faz parte da democracia e da liberdade.”

A discordância, explicou, prende-se com a ocupação dos espaços públicos. António Leal e Silva reivindicou a liberdade de expressar essa opinião, tal como reconhece aos outros a possibilidade de assumirem posições diferentes.

“O que eu não sou a favor é que as pessoas ocupem espaços públicos, mas isso é um direito meu, porque eu tenho o direito de ser a favor ou contra aquilo que eu quiser, como vocês são a favor ou contra.”

“Tem de se arranjar uma solução”

Apesar de manter a oposição a essa forma de protesto, António Leal e Silva reconheceu o problema que está na origem da contestação.

“Quanto às rendas e ao preço das casas que está caríssima, tem de se arranjar uma solução”, afirmou no final da mensagem.

O comentador não apresentou uma medida concreta nessa intervenção, mas deixou expresso que considera necessária uma resposta aos custos da habitação.

Leia também: Acampadas pela habitação resistem em Lisboa e no Porto após avisos da PSP: “Vamos ter que atuar”

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