Joana Sequeira revelou que viveu um parto traumático e denunciou ter sofrido violência obstétrica no nascimento do primeiro filho, Simão, a 2 de outubro. Num testemunho publicado nos stories do Instagram, a locutora da Mega Hits falou das dificuldades de lidar com essa experiência durante o pós-parto e da solidão que sente, apesar do apoio que a rodeia.
“Tive um parto traumático e sofri violência obstétrica. E lidar com tudo o que vivi, ao mesmo tempo que enfrento um pós-parto, não tem sido fácil. Sei que há muitas mulheres a passar pelo mesmo, e espero que saibam que não estão sozinhas”, escreveu.
A influenciadora questionou também a imagem frequentemente partilhada da maternidade nas redes sociais, chamando a atenção para experiências que nem sempre encontram espaço nesses relatos.
“Porque nem todos os partos são tão bonitos como aqueles que vemos na Internet. E fala-se tão pouco disso. O pós-parto é solitário, por maior que seja a nossa rede de apoio. E quando nasce um bebé, todas as atenções se viram para ele. Muitas vezes, esquecem-se de perguntar como está a mãe.”
“Deixamos de ter os nossos horários, a nossa liberdade”
Sem detalhar, neste testemunho, as circunstâncias da violência obstétrica que denunciou, Joana Sequeira descreveu o impacto da maternidade no quotidiano e a adaptação à disponibilidade permanente que um recém-nascido exige.
“De repente, passamos a ser colo constante. Deixamos de ter os nossos horários, a nossa liberdade e de conseguir fazer as coisas quando queremos. E vamos vivendo agarradas ao ‘é só uma fase’, na esperança de que amanhã seja um bocadinho mais fácil.”
A locutora explicou que o amor pelo filho convive com o desgaste e com a falta de tempo para si, sentimentos que quis abordar sem os apresentar como uma contradição.
“Podemos amar os nossos filhos mais do que tudo e sentir falta de quem éramos”
Na continuação da mensagem, Joana Sequeira defendeu que reconhecer as dificuldades não diminui a ligação de uma mãe ao bebé.
“No meio disto tudo, há um amor gigante pelos nossos filhos. Mas esse amor não invalida o cansaço, a solidão ou as saudades de termos tempo para nós. Podemos amar os nossos filhos mais do que tudo e, ainda assim, sentir falta de quem éramos antes. E isso não faz de nós menos mães. Todo este processo começa no teste positivo.”
O relato, partilhado poucas semanas depois do nascimento de Simão, deixou assim um apelo à atenção dada às mães, tanto pela experiência do parto como pelas mudanças que enfrentam depois de regressarem a casa.
