Carolina Deslandes revelou que está com uma gastroenterite viral e sem condições para regressar aos protestos pela habitação. Nos stories do Instagram, esta terça-feira, 20 de outubro, a cantora criticou a intervenção policial nas acampadas e apelou à participação de quem possa juntar-se às manifestações.
A artista explicou que a doença atingiu várias pessoas em casa, incluindo dois dos seus filhos e o namorado.
“Então, estou com uma gastroenterite viral. O meu filho Guilherme e o meu filho Sebastião também estão, o meu namorado também está”, começou por contar.
Carolina Deslandes já tinha participado na manifestação de sábado, depois de um concerto. A intenção de voltar ao protesto nessa noite foi interrompida por um telefonema sobre o estado de saúde de Sebastião.
“Fui à manifestação, a seguir o meu concerto. Fui jantar, ia voltar para a manifestação e é quando o Luís me ligou a dizer que o Sebastião estava a vomitar, sem parar, e eu vim a correr para casa”, relatou.
“Sem força para mexer”
Entretanto, a própria cantora ficou doente e passou os últimos dois dias de cama. A impossibilidade de regressar à rua motivou um desabafo, numa altura em que acompanhava os acontecimentos relacionados com as acampadas.
“Estive ontem e tive hoje o dia todo na cama, sem fazer absolutamente nada, sem força para mexer. Não há nada mais frustrante do que ver isto tudo a acontecer e não estar a fazer parte”, afirmou.
A mensagem foi divulgada no dia em que a intervenção da PSP no Rossio, em Lisboa, resultou na retirada das tendas da Acampada pelo direito à habitação e em 55 detenções. Apesar de permanecer em casa, Carolina Deslandes quis reiterar o apoio à mobilização.
Carolina Deslandes apela à participação e critica intervenção policial
Na parte final dos stories, a cantora dirigiu-se aos seguidores que tenham possibilidade de participar, defendendo que uma presença mais numerosa pode condicionar a atuação policial.
“Deixo aqui este story mais uma vez a apelar a todas as pessoas que, se tiverem a possibilidade, se juntem. Quantas mais pessoas forem, menos hipóteses a polícia tem. Toda esta intervenção está a cheirar a facho por tudo quanto é lado. E nós temos de ser capazes de resistir a isto”, declarou.
