Renata Reis acusou Catarina Miranda de a colocar em situações desfavoráveis para depois lhe dar conselhos no “Big Brother All Stars”. A discussão aconteceu esta quarta-feira, 21 de outubro, numa tarde em que a líder também classificou Renata como uma “jogadora forçada” e a incluiu na sua lista negra.
As divergências entre as duas atravessaram diferentes momentos das dinâmicas. Catarina questionou a forma como Renata procura participar no jogo, enquanto a colega rejeitou a ideia de que deva agradecer a atenção que recebe da líder.
Catarina escolhe Renata para a lista negra
Ao justificar a escolha, Catarina Miranda começou por recordar as reservas com que recebeu Renata na casa.
“A Renata entrou aqui na casa com uma postura e eu não lhe dei muita abertura por algum motivo. Eu não gosto de tirar conclusões precipitadas sobre as pessoas, portanto deixo as pessoas fazerem aquilo que elas bem entenderem. Depois, poderei ou não gostar das atitudes, isso vai de cada um.”
A líder acusou depois a colega de procurar conflitos e de querer chamar a sua atenção.
“A Renata, para mim, é uma jogadora forçada e isso leva-a a tomar atitudes e a precipitar-se muitas vezes. Fê-lo logo de início com as lides domésticas, tomou dores de algo que nem sequer era com ela. Quis a minha atenção à força toda. Percebo, porque também tenho aqui pessoas que admiro imenso e gosto muito quando me dão atenção, mas acho que não é necessário.”
Catarina recorreu ainda a uma comparação para desvalorizar o contributo de Renata.
“Fala muito, mas no final, se formos a espremer, não dá nada. É como se eu tivesse um copo, quisesse fazer um sumo, espremo e tenho só ali o copo quase raso no fim. Não és a planta do jogo, mas, como dissemos ontem no clube, não és uma jogadora para entrar a meio. Acho que não sabes jogar a meio. E acho que às vezes mais vale estarmos calados do que fazermos figura de parvo.”
Renata acusa Catarina de dar conselhos que a podem “entalar”
Na resposta, Renata antecipou que dificilmente conseguiria alterar a opinião da líder, mas recusou a classificação de jogadora forçada.
“Qualquer coisa que eu vá dizer agora não vai mudar a opinião da Catarina em nada, vai cair um pouco em vão. Porém, vou repetir mais uma vez: forçado era se eu chegasse aqui e começasse a discutir com toda a gente à toa.”
“E não o fizeste?”, interrompeu Catarina.
Renata explicou: “Não, dei a minha opinião em dinâmicas. Dinâmicas são os momentos que aproveito para dar a minha opinião sobre a narrativa que tens dos outros.”
A líder respondeu com outra crítica: “Então és a comentadora aqui do jogo, comentas o que os outros fazem.”
Renata garantiu que as suas avaliações resultam do que observa desde que entrou na casa.
“Comento as atitudes das pessoas aqui dentro e sempre que comento alguma coisa ou dou uma opinião são de coisas que vejo quando já estou aqui dentro. Foi uma coisa que tive sempre em atenção. Gosto de tirar as minhas conclusões com calma e não precisei de um mês e meio. Bastou uma semana para perceber que, por muito que gostasses de mim e eu gostasse de ti, as únicas escolhas que fazias nunca eram para coisas boas, mas para me dares conselhos que de alguma forma me podiam entalar.”
“Só o que tu dizes é que faz sentido”
Catarina insistiu que a sua avaliação se baseia nos comportamentos da colega.
“Vejo as pessoas muito pelas atitudes que têm, porque palavras leva-as o vento e o que dizes hoje, amanhã já não é. Eu defino as pessoas pelas atitudes e as atitudes que tens tido aqui comigo são forçadas. Ninguém vai ao quarto fazer a figura que fazes. Para mim foi triste.”
A líder criticou também a forma como Renata responde às suas perguntas: “Tu não és concisa. Eu pergunto-te sim ou não e tu dizes mas. Não há mas, às vezes é sim ou não.”
A resposta surgiu em tom irónico: “Sim, mas só o que tu dizes é que faz sentido.”
Renata recusa agradecer pela exposição negativa
Durante a dinâmica de leitura de mensagens, o confronto voltou a intensificar-se quando Catarina afirmou: “Tu não estás a saber lidar comigo.”
Renata contestou a ideia de que a intervenção da líder a esteja a beneficiar.
“Catarina, o teu problema é que tu achas que dás. Tu achas que eu estou a agradecer? Tu achas que eu estou a agradecer por me pores numa forca e me dares conselhos? Catarina, muito obrigada. O que tu podes dar a uma pessoa é alguma coisa boa. Tu pões-me na forca para me dares conselhos. Isso é uma coisa boa? Eu tenho de estar agradecida porque tu me dás conselhos?”
A concorrente prosseguiu, deixando claro que não aceita a interpretação de Catarina sobre essa relação.
“Mas tu achas que eu sou parva ou sou pata? Poupa-te minimamente. Eu já te disse, tu não és parva, mas os outros não são parvos, Catarina. Não é dar o brilho de uma forma negativa que tu tornas boa. Tu és esperta. Eu estou calma, mas a mim não comes cebolada.”
Catarina procurou avançar para o momento seguinte: “E aqui se vê o conjunto. É para passar agora à outra, Renata.”
Luís pede respeito pela dinâmica e Miguel fala em estratégia
Luís Gonçalves interveio para pedir que a atividade prosseguisse de acordo com as indicações do Big Brother.
“A voz do Big é soberana, é para passar. Não estraguem as dinâmicas. Catarina, o Big disse passa à outra mensagem. Respeita a dinâmica.”
Miguel Vicente apresentou outra leitura sobre o confronto, atribuindo uma intenção estratégica à aproximação inicial de Renata a Catarina.
“Temos de respeitar a Renata. Foi a estratégia dela entrar aqui como amiga da Catarina. Está agora a tentar entalá-la. E está tudo bem, é a estratégia da miúda. Qual é a confusão?”
A atividade continuou com Catarina a ler uma mensagem anónima: “Agora são coisas más. Vou guardar isto, porque esta pessoa escreveu, riscou, escreveu, riscou e no fim chegou à conclusão que… Reconheço em ti a qualidade de fazer-me rir com as tuas atitudes em que te contradizes.”
Ao comentar o texto, a líder utilizou a expressão “se contradiziu”, que Luís repetiu em tom crítico: “Contradiziu, contradiziu. Sabes falar tão bem, Catarina.”
Catarina terminou a leitura e agradeceu a avaliação: “Para seres um bom líder, deverias… não olhas a meios para atingires os fins. Obrigada pela opinião, vou ter isto em consideração para os próximos dias. Não sei quem escreveu, mas obrigada. Todas as opiniões são válidas, vou guardar todas com muito carinho para um dia me lembrar de vocês. Obrigada por teres prestado a tua liderança.”
Miguel quer nomeações para todos e critica Luís
Numa conversa com Catarina, Miguel Vicente também questionou a participação de vários colegas e defendeu que ninguém deve escapar às votações.
“Todos temos que ir à chapa. Isto é o Big Brother, não é o Jardim da Celeste. E é o Big Brother All Stars.”
Catarina respondeu: “Eles não estão aqui para fazer amigos, Miguel. Eles não estão aqui para jogar.”
Um dos visados por Miguel foi Luís Gonçalves, que considera ter perdido protagonismo.
“Olha, o Luís esta semana, deixámos de lhe dar atenção, tem estado apagado. Porque o jogo dele é só gritaria e sobrepor a voz, só aparecia nessas vezes. Agora deixámos de falar sobre as opiniões que ele dá, vai tudo ao lado sobre o assunto, porque ele não tem capacidade de argumentação.”
“Mas nunca teve”, comentou Catarina.
Miguel reforçou: “Acho que o bicho desta semana tem sido uma planta. Acho que das maiores plantas da casa.” A líder ressalvou, contudo, que “há gente bem pior que o Luís”.
“As plantas vão-se escapando”
Miguel mostrou-se preocupado com a possibilidade de saírem primeiro os concorrentes que considera mais ativos.
“Gosto de quem dá opinião, que vai a jogo, quem não tem medo de dar o corpinho às balas. Isso é que é. Agora estás aqui a ficar calado nas cadeiras quentes só para não… É só ter as oportunidades certas. Porque senão, imagina, vão saindo a malta que dá mais sumo ao programa. Eu sinto e estou confiante que fico. O que é que um gajo vai fazer depois com plantas? Tens que andar a forçar cenas?”
Catarina contrapôs: “Não é das plantas ter opinião, tem é que saber tirá-las dela, usar e corrigir.” Recordou ainda que “não somos nós que jogamos, Miguel, é o público”.
O algarvio manteve a sua posição: “Eu prefiro tirar primeiro as plantas todas e só depois é que começamos a ir, digamos, aos vencedores, aos protagonistas, porque a malta está toda a apontar os protagonistas e as plantas vão-se escapando.”
Na lista de concorrentes que considera pouco interventivos, incluiu vários nomes: “Olha, a Joana, Noélia, Jéssica, Quina, a Renata, Sandrina. Para mim é tudo plantas.”
Catarina defendeu que Jéssica “até surpreende”. Quando Miguel reconheceu que Joana também tem mostrado outra faceta, a líder atribuiu a si própria parte dessa mudança: “Porque eu puxei por ela.”
