A posição de Tânia Laranjo sobre manifestações pela habitação junta solidariedade com quem não consegue pagar uma casa e críticas a comportamentos durante os protestos. No Instagram, a jornalista da CMTV afirmou ter assistido a ameaças contra jornalistas e a discursos contra a polícia.
Jornalista destaca dificuldades de quem trabalha e não consegue ter casa
Na publicação de quarta-feira, 28 de outubro, sobre os protestos em Lisboa e no Porto, Tânia Laranjo começou por descrever a diversidade dos participantes.
“Havia milhares de pessoas na manifestação. Havia idosos, jovens, gente seguramente da direita à esquerda. Havia pessoas profundamente tristes por perceberem que ter uma casa se transformou num sonho impossível. Gente que trabalha, faz contas e não consegue comprar uma casa nem pagar uma renda sem hipotecar o resto da vida”, escreveu.
A jornalista reconheceu, assim, as dificuldades que levam muitas pessoas a participar nas manifestações.
Tânia Laranjo denuncia ameaças e rejeita apoio sem reservas
Na mesma mensagem, Tânia distinguiu as reivindicações dos comportamentos que afirmou ter observado durante os protestos.
“Mas havia também ódio. Discursos contra a polícia que não podem ser tolerados, incentivos à violência e à ocupação, jornalistas ameaçados quando estavam simplesmente a fazer o seu trabalho. Uma causa justa não transforma tudo o que se faz em justo – já me estou a tornar repetitiva. Nem dá aos manifestantes um salvo-conduto para fazerem o que lhes apetece”, declarou.
A jornalista terminou reafirmando a solidariedade com quem enfrenta dificuldades no acesso à habitação, mas recusou apoiar todas as formas de protesto.
“Sou solidária com quem não consegue ter casa. Mas passar cheques em branco a quem protesta, só porque a causa é justa, continua a não ser a minha forma de pensar. Por mais que isso me custe insultos, por mais que me chamem nomes, não vou fingir que não vi o que vi, nem aplaudir aquilo com que não concordo”, concluiu no Instagram.
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