A Câmara de Setúbal chegou a fazer parte das ambições de Toy, que gostaria de deixar uma obra na cidade aos filhos e netos. O cantor acabou por afastar essa possibilidade, apontando a remuneração dos cargos políticos e o escrutínio sobre a vida pessoal.
A revelação foi feita no podcast «Cala-te Boca», da Mega Hits. Toy explicou que a vontade de entrar na política autárquica nasceu da ligação à cidade onde nasceu.
“A verdade é que há uma grande vontade em ser presidente de câmara da minha cidade, da autarquia de Setúbal (…) Não é que as pessoas que lá tenham passado não tenham feito bem, mas eu gostava de deixar isso no meu legado.”
O cantor imaginou o significado que essa passagem poderia ter para a família.
“Gostava que os meus filhos e os meus netos dissessem que o meu pai esteve ali e fez.”
Mais do que uma crítica aos anteriores responsáveis autárquicos, apresentou a ideia como uma “vontade de fazer qualquer coisa” por Setúbal.
Salários e exposição pesaram na decisão
Ao avaliar as exigências da função, Toy concluiu que não queria avançar. Na sua perspetiva, os responsáveis políticos recebem pouco face à exposição e às responsabilidades.
“Quem está na política atualmente não só ganha mal – isto é a minha opinião, acho que as pessoas ganham mal, qualquer chefe de empresa ganha muito mais do que ganha um ministro, um deputado ou um presidente de câmara -, como se é escrutinado ao milímetro.”
A possibilidade de ver a sua vida pessoal ainda mais exposta foi outro dos motivos apresentados.
“Não me apetece nada que as pessoas andem atrás de mim a escrutinar a minha vida. Não é porque tenho algo a esconder, é porque não me apetece. Já sou escrutinado na minha profissão.”
Toy critica intensidade da atenção mediática
Durante a conversa, o artista questionou também a forma como os jornalistas acompanham os políticos.
“Os jornalistas precisam, como a vampira precisa de sangue, precisam de notícias. E às vezes escrutinam-se demasiado os políticos (…) Há ali uma coisinha que correu mal e anda tudo atrás, tudo em cima.”
Apesar de ter afastado a hipótese de uma candidatura, Toy reafirmou a ligação às origens.
“Sou uma pessoa normal (…) Nasci em casa com um parteiro no centro da cidade. Gosto muito da minha cidade.”
