A MEO Arena encheu-se esta noite para receber Pitbull. Mas, antes de o artista norte-americano subir ao palco, já havia um espetáculo a acontecer na plateia. Óculos escuros, camisas brancas, gravatas pretas e milhares de cabeças carecas, algumas verdadeiras, outras cuidadosamente fabricadas. Lisboa vestiu-se à Mr. Worldwide e transformou o concerto numa autêntica convenção de sósias.

Pitbull, nome artístico de Armando Christian Pérez, regressou a Portugal com a digressão I’m Back! e encontrou uma plateia preparada para entrar no espírito da festa. E não foi preciso esperar pelo primeiro acorde para perceber que esta noite teria uma identidade muito própria.

Uma plateia onde ser careca era quase obrigatório
Quem entrasse na MEO Arena sem conhecer o artista poderia facilmente pensar que tinha chegado à convenção nacional dos carecas. Ou, pelo menos, daqueles que fizeram questão de parecer.

O fenómeno dos fãs que imitam a imagem característica de Pitbull tomou conta do recinto. A receita era simples: camisa branca, gravata preta, calças ou calções pretos e os imprescindíveis óculos de sol.

Mas houve quem decidisse ir mais longe. Entre os disfarces, surgiram verdadeiras tentativas de reproduzir a imagem do artista, algumas quase ao nível de sósias profissionais. Outras optaram por soluções mais extravagantes, incluindo uma peruca que imitava a cabeça rapada de Pitbull, mas que, neste caso, era uma verdadeira toca de lantejoulas prateadas e cintilantes.

O resultado foi uma plateia transformada numa extensão do próprio artista. Uma homenagem coletiva que já faz parte da identidade desta digressão.

Lil Jon aqueceu a MEO Arena durante 45 minutos
Antes da chegada de Mr. Worldwide, coube a Lil Jon preparar o terreno.

O artista norte-americano esteve em palco durante aproximadamente 45 minutos, com um espetáculo próprio, pensado para levantar a plateia e preparar o ambiente para o cabeça de cartaz.

A energia não faltou. Lil Jon cumpriu a missão de aquecer o público e deixou a sala pronta para aquilo que todos aguardavam.
Seguiu-se ainda um pequeno set de IAmChino, DJ associado ao universo musical de Pitbull e responsável por manter a festa em andamento antes da entrada do grande nome da noite.

Pitbull entrou e a MEO Arena explodiu
De fato preto e óculos escuros, Pitbull subiu a escadaria e tomou conta do palco. A resposta da plateia foi imediata.
O artista não precisou de grandes apresentações. Bastaram os primeiros momentos para desencadear uma reação coletiva que acompanharia praticamente todo o concerto.

Com uma carreira construída à volta de êxitos internacionais, Pitbull trouxe a Lisboa um alinhamento carregado de temas reconhecidos em diferentes gerações. «International Love», «Feel This Moment», «Timber», «Fireball» e «Give Me Everything» fizeram parte de uma noite em que a música funcionou como ponto de encontro entre o palco e uma plateia completamente rendida.

Cada tema foi recebido com entusiasmo. Houve quem cantasse, quem dançasse e quem preferisse acompanhar tudo através do telemóvel.
Porque, aparentemente, assistir a um concerto já não chega. É preciso gravar praticamente tudo, mesmo quando a probabilidade de voltar a assistir aos vídeos guardados é bastante reduzida.

Os telemóveis ergueram-se repetidamente, numa plateia que quis levar consigo uma recordação digital de cada momento.
Um alinhamento recheado de êxitos
O concerto percorreu vários dos temas mais conhecidos de Pitbull, incluindo momentos de mistura entre êxitos próprios e músicas de outros artistas.

Entre os momentos do alinhamento estiveram:
Intro / DSTP
Hey Baby
Hotel
International Love
GN’R / Rain Over Me
I Feel Good
Manos
Anthem
Suave
Move Shake Drop / Culo / Calle
On The Floor / Baby / DJ’s Got Us
Bon Jovi / Feel This Moment
Danza
Gasolina
Booty
Damn I Love Miami
Timber
The Time of Our Lives / Fireball
Give Me Everything

A sucessão de temas manteve a plateia em movimento e confirmou a força de um repertório que atravessa o pop, o hip-hop e a música de dança.

Pitbull terminou a noite com aquilo que sabe fazer: transformar um recinto cheio numa enorme pista de dança.
E, em Lisboa, a festa começou muito antes de Mr. Worldwide aparecer. Afinal, nesta noite, para entrar na MEO Arena, quase parecia obrigatório levar uma careca suplente e uns óculos escuros.







