Nuno Markl leva recuperação ao filme de “O Homem que Mordeu o Cão”, integrando na história a experiência que viveu depois de sofrer dois AVC. O humorista revelou à TV Guia que o projeto mudou ao longo de 21 versões do argumento e acabou por ganhar uma dimensão pessoal.
A primeira proposta para levar a rubrica ao cinema passava por reunir atores e recriar algumas das histórias mais conhecidas do público. Porém, Markl sentia que faltava uma ligação que transformasse esse conjunto numa longa-metragem.
“Este argumento teve 21 versões e a ideia da primeira era arranjar um punhado de atores fantásticos e gravar uma coleção de histórias clássicas que as pessoas conhecem desde pequenos e que gostavam. Mas não parecia bem um filme, parecia um programa de televisão”, explicou.
A chamada que recebeu no hospital
O avanço do projeto surgiu numa fase particularmente difícil. Segundo o relato à revista, Nuno Markl estava hospitalizado, numa cadeira de rodas e ainda sem conseguir movimentar um braço e uma perna, quando recebeu uma chamada de José Amaral.
A proposta era concretizar finalmente o filme, algo que provocou uma reação imediata de surpresa: “Agora?!”
Apesar das circunstâncias, o argumentista decidiu regressar ao texto e aproveitar a oportunidade para rever o trabalho que tinha desenvolvido.
“Bem, já tenho condições de fazer o filme não temos que apresentar este argumento a mais ninguém, eu posso mexer nele e revê-lo passado este tempo todo”, recordou.
A experiência de recuperação acabou por entrar na narrativa, alterando o rumo de um projeto que começou por assentar na recriação das histórias da rubrica.
As gravações de “O Homem que Mordeu o Cão: O Filme” já terminaram e a produção encontra-se em fase de montagem. Isabel Abreu e Inês Aires Pereira integram o elenco.
