Alexandre Pais assina nova crónica arrasadora: “Não tenho medo de ser ‘cancelado’ ou ‘excluído’ por emitir opinião”

Alexandre Pais assina nova crónica arrasadora: “Não tenho medo de ser ‘cancelado’ ou ‘excluído’ por emitir opinião”, referiu.

Alexandre Pais assina nova crónica arrasadora: "Não tenho medo de ser ‘cancelado’ ou ‘excluído’ por emitir opinião"

Na semana passada, Alexandre Pais assinou um artigo em que abordou o físico de Cristina Ferreira e Maria Botelho Moniz.

Artigo que lhe valeu uma enxurrada de críticas. Agora assinou nova crónica e justificou a primeira.

“Mulheres que a hipocrisia abandonou” é o nome do artigo.

Despedidas pela televisão sob a duvidosa alegação de ‘justa causa’ e tratadas como lixo, duas mulheres foram submetidas na AR a penosos interrogatórios. Não por acaso, não mereceram a solidariedade cega oferecida às figuras da TV ungidas com os óleos da veneração permanente. Percebe-se a hipocrisia ululante“, escreveu.

Essas gestoras são mulheres, sim, mas. Cometeram os pecados do sucesso sem gritarias, da formação académica efetiva, da competência com resultados. E ganham demasiado bem para que a inveja e o terrorismo social as defendam. Para mais, uma delas é estrangeira, o que coloca ambas ao nível da “celulite” da Kardashian ou dos “dentinhos não muito alinhados” de Marta Temido, a que Cristina Ferreira tão ‘respeitosamente’ se referiu“, acrescentou.

Diz-me quem levou com os estilhaços da minha crónica maldita, que foi um festival: de ‘velhadas’ e ‘nojento’ a ‘doente mental’ ou ‘morto que ainda não deu por isso’, de tudo o preconceito ‘autorizado’ me apelidou, na vã tentativa de me atingir“, acrescentou.

Sou um veterano de mil batalhas e sei que ao pronunciar-me sobre os outros terei de estar preparado para ouvir e ler o que vier. Lamento apenas a tranquilidade perdida pelos que me são próximos – outras mulheres sem direito a serem protegidas da barbárie”, continuou.

Digam o que disserem, serei até ao fim defensor das minorias, das diferenças e dos excluídos – é esse o meu lado da trincheira. Mais: morrerei antirracista, anti-homofóbico, antimachista, antifundamentalista e anti-falta de banho. E um anarco-individualista tão desalinhado e impertinente quanto mo permitirem a lucidez e a lei – não as ‘petites vedettes’ da TV. Não tenho medo de ser ‘cancelado’ ou ‘excluído’ por emitir opinião, estejam à vontade“, referiu.

Lembrou quando elogiou neste seu espaço o “estilo despojado, genuíno e profundamente empático” de Maria Botelho Moniz.

Agora, avisado da forte probabilidade do seu afastamento e com o propósito de a defender, assinei um texto não ofensivo mas inconveniente, porventura tão infeliz como o deplorável “alugar o pipi” com que Maria destroçou Sofia Sousa e a filha bebé, no ‘Curto Circuito’, anos atrás. Terei de viver com essa pena”, lembrou.

Ao apedrejamento dos ressabiados das redes e ao ódio dos bajuladores da patroa respondo com as palavras de Diogo Dantas, quando definiu, no ‘Observador’, a liberdade de expressão como “o alicerce com que foi criada a nossa civilização”. E se o objetivo é submeter-me à ditadura do silêncio, as flores de estufa terão de passar por um vento ainda mais agreste: o ‘Correio da Manhã’. Não se metam nisso“, rematou.

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