Segunda-feira, Agosto 2, 2021

Almendralejo: Emílio de Justo esteve triunfal, Perera com classe mas sem sorte (C/ Texto e Fotos)

A Praça de Touros de Almendralejo recebeu, este sábado, uma corrida de touros iniciada ao final de uma tarde quente.

O cartel foi composto por três matadores da Extremadura: António Ferrera, Miguel Ángel Perera e Emílio de Justo. Lidaram-se touros da ganadaria Luís Algarra, de diferentes tipos e comportamento.

António Ferrera enfrentou um primeiro touro complicado e que obrigou a que o toureiro rapidamente o entendesse. Investiu bem no cavalo, mas não humilhou no capote nem na muleta, dificultando o labor do matador extremenho.

Após curto tércio de capote, o touro investiu bem no cavalo, valendo ao picador uma forte ovacão do público.
Na muleta teve um comportamento desigual, com Ferrera apostado em prolongar a investida do touro, contudo sem grande sucesso, nas séries tentadas.
Uma actuação que valeu pelo esforço de Ferrera, perante um touro bem apresentado, alto de cruz.
O toureiro foi aplaudido.

Miguel Ángel Perera esteve classista e elegante a tourear o segundo touro da ganadaria Luís Algarra. Um touro nobre, com classe, mas com pouca força e poder nas investidas.
Estes defeitos acabaram por retirar brilho a uma actuação recheada de classe por parte de Perera.
O toureiro apostou numa actuação templada e baixando a mão. Perdeu o troféu (orelha) ao estoquear apenas ao terceiro intento.
Perera foi ovacionado.

O terceiro touro lesionou-se ao sair dos curros, investindo forte em tábuas e partindo uma aste. Recolheu aos curros. Em sua substituição, saiu o primeiro sobrero, com número 21 e preto bragado de capa.
Emílio de Justo esteve dono e senhor em toda a actuação.
No capote começou por flectir a perna levando a uma investida baixa do touro, seguindo-se bom quite por chicuelinas, intercaladas por tafalleras.
Na muleta destacam-se boas séries por naturais, perante um touro que nem sempre permitiu bom remate das séries.
Na estocada, foi preso pela aste do touro, sem contudo lesionar-se. Cortou duas orelhas de muito mérito.

Ferrera teve um touro com claras limitações físicas e que não permitiu ao extremenho mais do que esforçar-se. Uma actuação em que o público por diversas vezes demonstrou desagrado pela condição do touro em praça, sem que a direcção de corrida ordenasse a sua recolha. Foi silenciado. Tarde ingrata para Ferrera.

Perera voltou a estar mal a matar e perdeu troféus por isso. Mas vamos à actuação: Perante um touro nobre, Perera levou o oponente a uma investida cada vez mais prolongada, ao mesmo tempo que foi reduzindo distâncias, terminando com uma actuação muito em redondo, posicionando-se entre os pitons, numa performance vibrante e que chegou ao público.
Mal a matar, ficou sem troféus. Foi ovacionado pelo público.

A fechar a tarde, Emílio de Justo esteve triunfal.
Touro com boas formas, bem apresentado e que o toureiro recebeu com verónicas, seguindo-se um quite por chicuelinas. Na muleta, iniciou com uma tanda pela direita e a actuação cresceu, assim como o oponente, terminando com naturais largos e que deixaram o público em êxtase.
Matou à primeira e com isso conquistou 2 orelhas e rabo.

Emílio de Justo saiu em ombros, numa tarde de sonho e em que foi o máximo triunfador. Ferrera teve o pior lote da corrida e Perera perdeu os troféus por ter estado mal a matar.

Uma tarde com casa cheia (50% da lotação permitida), com os toureiros totalmente entregues num ambiente extraordinário numa organização muito bem conseguida da Tauroemoción.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Rute Nunes & Carlos Pedroso

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