Alta Definição: Dina Aguiar fala da vida depois da RTP e assume serenidade numa nova fase pessoal

Alta Definição: Dina Aguiar fala da vida depois da RTP e assume serenidade numa nova fase pessoal, na tarde de hoje.

Uma entrevista marcada pelo balanço e pela introspeção

Dina Aguiar foi a convidada de Daniel Oliveira no programa Alta Definição, da SIC, numa conversa marcada pela reflexão e pela intimidade. Ao longo da entrevista, a jornalista revisitou o seu percurso profissional e abriu espaço a confissões pessoais raramente partilhadas.

Aos 72 anos, a comunicadora mostrou-se tranquila com as escolhas feitas e com o momento atual da sua vida.

Quase meio século de serviço público encerrado

Em outubro do ano passado, Dina Aguiar colocou um ponto final numa carreira de 47 anos na RTP. A despedida aconteceu com o fim da sua ligação ao programa Portugal em Direto, encerrando um ciclo ligado ao serviço público.

Sobre esta nova rotina sem horários fixos, confessou: “Tem sido uma descoberta”, acrescentando de seguida: “Lá está, a tal serenidade, finalmente tenho tempo para mim, porque eu durante 47 anos cumpri horários religiosamente”.

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Distância da imagem de “vedeta”

Durante a conversa, Dina Aguiar fez questão de sublinhar que nunca se viu como uma figura de destaque dentro da estação onde trabalhou durante décadas.

A jornalista afirmou que sempre se considerou “daquelas pessoas cumpridora”, rejeitando a ideia de ter sido uma “vedeta” no universo da RTP.

O desapego como filosofia de vida

Questionada sobre se sente saudades do trabalho, a resposta foi clara. Dina Aguiar explicou que encara esta fase com liberdade e sem nostalgia.

Nesse contexto, partilhou: “Agora num espaço de liberdade ainda não tive saudades do trabalho”, associando essa postura a uma filosofia pessoal construída ao longo dos anos.
A jornalista desenvolveu o tema ao dizer: “Tenho uma filosofia de vida que fui trabalhando ao longo da minha vida, que é o desapego. O amar sem o apego. É muito difícil”, acrescentando que aplica essa visão tanto às relações como às questões materiais.

Maternidade vivida no “tempo certo”

A conversa passou também pela dimensão familiar. Daniel Oliveira recordou que Dina Aguiar foi mãe aos 26 anos, algo que a própria considera ter acontecido no momento ideal.

Sobre a família atual, partilhou com orgulho: “O facto de eu ter sido mãe aos 26, a minha filha foi aos 27, resulta que agora eu tenha já uma neta com 18, outra com 16, 14 e 13, ou seja, tenho aqui uma família espetacular e ainda posso correr o risco de ser bisavô”.

Relação de amor e laços mantidos

Dina Aguiar revelou ainda que a filha nasceu de uma relação marcada por um amor profundo, apesar de o casal não ter permanecido junto. Ainda assim, os laços de amizade mantiveram-se.

A jornalista explicou que “o pai da minha filha ia fazendo a gestão da parte familiar, de tomar conta da criança, fazer as compras…”, sublinhando a importância dessa parceria.

Uma transformação pessoal ao longo do tempo

Por fim, Dina Aguiar refletiu sobre o que a maternidade lhe trouxe em termos emocionais. Reconheceu que houve uma aprendizagem profunda, sobretudo ao nível da afetividade.

Na entrevista, assumiu: “A dar de mim, a ser mais tolerante, a ser mais afetiva”, acrescentando ainda: “É a minha filha que me vem puxar por esse lado da afetividade, porque tal como eu não recebi também não era capaz de dar”.

Assim, a passagem de Dina Aguiar pelo Alta Definição revelou uma mulher em paz com o passado, consciente das suas transformações e plenamente instalada numa nova etapa da vida.

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