Ana Arrebentinha faz agradecimento a Goucha, nas redes sociais.
Ana Arrebentinha esteve à conversa com Manuel Luís Goucha, na TVI, na tarde de ontem, e deixou um agradecimento nas redes sociais ao apresentador.
“O Manuel Luís Goucha, o senhor televisão, que nos ensina a cada palavra, que nos abraça a cada olhar. O Manuel de coração carinhoso e organizado, um profissional de excelência”, começou por escrever no Instagram.
“Acarinhou-me com amizade desde o primeiro dia que o conheci. Obrigada, Manuel Luís Goucha, pela sua generosidade, profissionalismo, amizade e humildade”, acrescentou Ana Arrebentinha.
“Obrigada a todos e a todas que nos acarinharam ontem ao assistirem à entrevista. Obrigada. Obrigada a toda a equipa”, rematou.
Nas Instastories, Ana Arrebentinha referiu ainda: “Um obrigada é pouco por todo o carinho que tenho recebido! Fazem-me sentir que nunca estarei sozinha”.
Goucha emociona-se com Ana Arrebentinha
Goucha emociona-se com Ana Arrebentinha, ontem à tarde, na TVI.
Manuel Luís Goucha recebeu, ontem, no seu programa da TVI, Ana Arrebentinha.
A humorista falou sobre a sua mãe, que faleceu há cerca de duas semanas.
O apresentador chegou mesmo a emocionar-se, a dada altura da conversa.
Ana Arrebentinha destacou como a casa dos seus pais está vazia sem a presença dos dois: “A casa parece tão grande agora… eu não consigo explicar. Mas tem uma coisa boa ainda… tem o cheiro da minha mãe”.
Manuel Luís Goucha emocionou-se e perguntou: “A que cheira a mãe?”.
“A amor, a casa, a colo”, respondeu Ana Arrebentinha.
“É engraçado que ela, ultimamente, dizia-me assim: ‘Bem te vingas agora de mim com os beijos e com os abraços’. Porque eu dava-lhe tantos beijos, tantos abraços… é engraçado… Mesmo o quarto dela, não quero que muita gente entre lá, porque me cheira a ela”, revelou Ana Arrebentinha.
Ana Arrebentinha perdeu a mãe a 16 de janeiro, vítima de uma pancreatite.
Destacou que “ficou muita coisa por viver”. “Ficou agora um vazio avassalador, que vou ter que viver com ele para o resto da minha vida”, assinalou.
Referiu que viu a mãe a “morrer aos poucos”.
“Ninguém nos ensina que isto vai acontecer um dia. É um murro tão grande no estômago, é uma agressividade gigante da vida”, acrescentou.
“A minha mãe não merecia. Por tudo aquilo que passou na vida, neste momento, era para estar ou a trabalhar ou confortável na vida dela, connosco, com os netos, com os filhos, com a irmã, com os sobrinhos… E não foi isso que aconteceu”, continuou.
Lembrou o momento em que tomou a decisão de abandonar o seu trabalho como professora para ser cuidadora da mãe e admite que “mudou” enquanto pessoa.
“Dou mais valor, já não me chateio com aquelas coisas do dia a dia…”, exemplificou.
“Ficou missão cumprida, não me arrependo de nada”, sublinhou.
Cuidou da mãe durante os dois últimos anos: “Só lhe estava a retribui tudo aquilo que ela fez por mim uma vida inteira. Só queria que ela não se sentisse sozinha”, acrescentando: “Eu queria tanto que ela vivesse…”.
Goucha emociona-se
Ana Arrebentinha perdeu o pai quando tinha 20 anos e recordou o sofrimento da sua mãe.
“Quando o meu pai faleceu, metade dela foi com o meu pai”, desabafou.
“De repente, apareceu a doença e ela desistiu. Já não se sentia bem”, explicou.
Duas semanas depois do falecimento da mãe, Ana Arrebentinha decidiu regressar aos palcos, fazendo do “stand-up” um “escape” para o momento de angústia que vive, referindo: “A comédia tem muito isso, tem esse poder. Salva-nos, alimenta-nos a alma”.
“Devo confessar que trouxe um lenço dela… não sei se me fez bem ou se fez mal… Conforta-me muito! Mas eu quero voltar àquela casa”, acrescentou Ana Arrebentinha.
“Estas conversas não me fazem bem”, comentou Manuel Luís Goucha, entre risos.
“Não, é porque estás a falar de mãe e eu tenho uma mãe com 100 anos, portanto”, disse Goucha.
“Que sorte”, interpelou Ana Arrebentinha.
“É a maior dádiva da minha vida, é ter uma mãe com 100! A dor de a perder claro que vai ser imensa, mas é tão largamente compensada pelo facto de saber que ela viveu 100 anos. Ela já vai fazer 101 e eu tenho-a há 69 anos, portanto, que bom”, destacou Manuel Luís Goucha.
“Eu vim à minha vida aos 17, mas estou em permanente contacto, mas temos muitas memórias e sei perfeitamente o cheiro da minha mãe: pó de arroz Tokalon! Eu entrou em casa, em Coimbra, e cheira – não sei se cheira -, na minha cabeça, cheira ao pó de arroz Tokalon”, revelou Manuel Luís Goucha.
