Anjos pedem um milhão a Joana Marques — “É difícil provar essa causalidade”, diz filho de José Castelo Branco, no V+TVI.
O processo movido pelos Anjos contra Joana Marques continua a gerar polémica, especialmente devido ao montante reclamado: um milhão de euros. A pergunta impõe-se — como se chega a este valor?
A revista TV 7 Dias revelou que a advogada dos irmãos Rosado baseia a queixa numa alegada quebra acentuada na agenda de espetáculos desde 2019. A defesa aponta também perdas em contratos publicitários e danos morais. No entanto, muitos colocam em causa a solidez desta argumentação.
Durante uma intervenção no programa V+ Fama, Guilherme, filho de José Castelo Branco, reagiu ao tema: “Basicamente, o que ela [advogada] alega é que foram perdidos concertos, não é?” Segundo explicou, os Anjos comparam a agenda atual à de antes da pandemia, quando faziam cerca do dobro dos espetáculos.
Contudo, Guilherme estranha o critério: “Eles fazem a comparação com o pré-Covid e não com o pós.” A diferença de contexto pode tornar mais frágil a tentativa de estabelecer uma ligação direta entre o programa de Joana Marques e a quebra de trabalho.
Além disso, os artistas alegam ainda ter adiado lançamentos musicais durante três anos. Embora tal possa ter impacto na carreira, Guilherme mantém-se cético: “Vamos ver se realmente conseguem provar isso ou não. Eu acho muito complicado fazer a causalidade que uma coisa está diretamente relacionada com a outra.”
Por outro lado, o comentador sublinhou a importância de proteger a liberdade artística. “Já para não dizer a questão que vim sempre aqui a falar, que é condicionar a liberdade de expressão.”
Apesar de reconhecer o desconforto que os irmãos possam ter sentido, Guilherme minimiza o impacto real. “Eu vi a atuação num momento ruim, mas isso não manchou a mim minimamente a imagem dos Anjos.” E acrescentou: “Acho estranho haver produtores ou empresas que cancelem concertos por a imagem estar a ser brincada. Os Anjos são uma dupla que está no mercado há tanto tempo. Têm o valor deles. Os fãs continuam a dar-lhes esse valor.”
Já o comentador António Leal e Silva não poupou críticas ao processo judicial. “Eu acho isto tudo o fim do mundo. Só espero, e isso espero mesmo, é que o juiz ou a juíza tenha bom senso. E eu acredito que tem, porque eu acredito na justiça em Portugal.”
Para Leal e Silva, as críticas de Joana Marques enquadram-se no humor, sem qualquer incitamento ao boicote. “O que eles estão a alegar é uma coisa completamente disparatada. Porque se a Joana Marques fizesse um vídeo a dizer os Anjos são um horror, não vão ver os concertos, eles não prestam para nada… Não. Ela limitou-se. Era pegar em imagens verdadeiras que aconteceram, acrescentar uns jurados de um programa com umas caras engraçadas e fazer um vídeo que dá vontade de rir.”
Por fim, deixou uma nota provocatória: “Mesmo que ela não tivesse acrescentado nenhum, ao ouvir aquela atuação, qualquer ser humano minimamente sensível vai-se rir porque aquilo dá vontade de rir, porque eles desafinam.”
