Áurea leva concertos intimistas ao Festival Montepio Às Vezes o Amor e promete novidades para breve

Áurea leva concertos intimistas ao Festival Montepio Às Vezes o Amor e promete novidades para breve em termos discográficos.

Antes de mais, o amor continua a ser o fio condutor do percurso de Áurea. Agora, essa ligação ganha nova expressão ao integrar o Festival Montepio Às Vezes o Amor, um evento dedicado às canções e emoções que aproximam artistas e público.

A artista atua a 13 de Fevereiro no Peso da Régua e no dia 14 de Fevereiro no UBBO, na Praça Central deste espaço comercial às portas de Lisboa.

Em conversa com o infocul.pt, Áurea destacou que quer aproveitar o espírito do festival para mudar a atmosfera habitual dos seus espetáculos. A ideia passa por criar momentos mais íntimos e calorosos.

Assim, a cantora promete uma experiência diferente do formato tradicional de palco.

“Olha, para este concerto em específico quero fazer concertos intimistas. Acho que o próprio título do festival sugere um ambiente mais intimista, mais cozy, mais próximo do público e é isso que eu quero recriar nestes dois espetáculos.”

Consequentemente, o foco estará na proximidade e na partilha direta com quem está na plateia.

Novo disco em preparação

Entretanto, há também trabalho de bastidores a ganhar forma. Desde o final do ano passado, a artista encontra-se em estúdio a compor e a experimentar novas sonoridades.

Para já, a fase é de seleção e construção do alinhamento final.

“Ah, olha, já estou desde o final do ano passado em estúdio, a compor, com pessoas diferentes, a fazer muita coisa. Estou neste momento na fase ainda de composição e de selecionar aquilo que nós pretendemos para fechar mesmo no disco e posso dizer que estou muito feliz com todas as músicas que já temos. Vamos ter novidades muito, muito, muito em breve.”

Por isso, os próximos meses deverão trazer novidades discográficas.

Regresso às raízes, mas com maturidade

Por outro lado, a cantora admite vontade de revisitar o passado artístico. A nova fase cruza o presente com as influências iniciais da carreira.

Ainda assim, sem abdicar da evolução pessoal.

“Eu sou uma cantora que adora passear por vários cenários e sair da zona de conforto. Nesta fase senti uma necessidade e uma vontade muito grande de, de alguma forma, voltar atrás no tempo. E ir de encontro um bocadinho àquilo que fazia no início da minha carreira, misturar mais um soul com pop, ir mais às raízes e espero conseguir voltar de uma forma mais atual, mais moderna como é óbvio, atualizada com aquilo que temos à nossa volta.”

E resume essa transformação com simplicidade:

“Com uma Áurea mais crescida, mas cheia de amor para dar.”

Colaboração entre artistas é “cereja no topo do bolo”

Além da música nova, Áurea destacou a importância da entreajuda no panorama nacional. Segundo a artista, a partilha entre músicos tornou-se mais natural nos últimos anos.

Aliás, vê essa mudança como algo essencial.

“Quando eu comecei a cantar, era uma coisa que não se falava sequer muito. Acho que isso veio com uma nova geração também de cantores, e graças a Deus. Porque acho que não faz sentido nenhum cada um ficar no seu canto. Isso é música, isso é amor e é partilha. Não faz sentido nenhum de nós andarmos aqui e cantarmos um bocadinho exclusivamente para o nosso amigo, não é? Podemos partilhar isso com os nossos colegas. É perfeito, é cereja no topo do bolo. E acho que só faz sentido assim.”

Música como refúgio emocional

Por fim, a artista falou do lado terapêutico dos concertos. Para quem está em palco e para quem assiste, a música pode funcionar como abrigo temporário.

Primeiro, deixou uma mensagem de apoio às comunidades afetadas por dificuldades recentes das tempestades e que estes concertos, alguns deles nas zonas afetadas, possam proporcionar um momento de algum conforto.

“Eu espero que sim, antes de mais. É mandar um enorme abraço a toda a gente, porque os estragos foram muitos. As coisas estão muito complicadas. E é ajudar, quem conseguir ajudar que ajude. Há mil e uma formas de conseguirmos fazer isso. E espero que sim, espero que traga algum quentinho.”

Depois, explicou o que sente durante os espetáculos.

“Eu costumo dizer que os concertos servem um bocadinho para nós nos abstrairmos daquilo que se passa no nosso dia-a-dia, nas nossas vidas e no mundo. Costumo dizer que se cria uma bolha naquela hora e meia de espetáculo e que somos só nós, o público e a música, e o amor e emoções dentro daquelas salas.”

Além disso, reforçou que esse efeito também acontece com os artistas.

“Completamente. E não é só para o público.”

E acrescentou:

“Nós falamos disso muitas vezes. Sim, a música é uma terapia, é o melhor veículo para passar mensagens às pessoas também. Mas para nós que estamos em cima do palco, para nós que criamos as músicas também, é sem dúvida uma terapia fundamental para nós.”

“Sou muito melhor a cantar do que a falar”

A fechar, Áurea assumiu que é através da voz que melhor expressa o que sente.

“Sim, completamente. Eu sou muito melhor a cantar do que a falar. Sou sincera, sou super sincera. Sou muito melhor a transmitir essas coisas a cantar do que a falar. Tenho mais formas ou mais ferramentas para mostrar isso através da música e da forma como canto, do que a falar e a comunicar em conversa com outras pessoas. Eu acho que tem a ver com o facto de ter começado a cantar quando comecei a falar, praticamente. Eu não me lembro da minha vida de outra maneira. Portanto, é uma coisa tão natural, mas tão natural em mim, que sai também de uma forma natural e passa essas coisas de uma forma muito natural. Não troco.”

E, quanto ao amor fora do palco, a resposta foi direta:

“Estamos ótimos. Com uma relação de dois anos. E estamos super bem.”

Assim, entre novos temas, concertos intimistas e estabilidade pessoal, Áurea prepara um ano marcado pela proximidade — à música e às pessoas.

Foto: Instagram/Áurea

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