Cabo dos Forcados Amadores de Santarém faz balanço positivo da encerrona na Celestino Graça, realizada na tarde deste sábado.
Entrevista e Fotografia: Diogo Nora
Texto: Rui Lavrador
O Grupo de Forcados Amadores de Santarém pegou os seis toiros da corrida realizada este sábado, em Santarém. No final, Francisco Graciosa fez um balanço positivo da atuação do grupo, embora tenha deixado claro que nem todos os toiros permitiram transmitir o que os forcados pretendiam.
Em declarações após a corrida, o cabo destacou as quatro pegas concretizadas à primeira tentativa, a resposta do grupo e a vontade demonstrada em praça.
Quatro pegas à primeira e uma cernelha de tradição
Francisco Graciosa começou por sublinhar o resultado global da noite. Para o cabo, a atuação teve pontos fortes, mesmo com alguns momentos menos conseguidos.
“É um balanço positivo, quatro touros à primeira, uma boa pega à segunda, o touro mais complicado da corrida. Uma outra pega à terceira, de cernelha, uma pega característica do grupo de Santarém. Uma pega antiga, de tradição. Não foi a pega sonhada, não vou culpar nem os cabrestos nem o touro. O forcado também era novo. Mas, acho que o público também percebeu a vontade que os forcados tinham e a forma como queriam concretizar.”
Assim, a cernelha acabou por ganhar leitura própria dentro da noite. Não foi, segundo Francisco Graciosa, a pega ideal. Ainda assim, carregou a marca antiga e tradicional do grupo.
“Fizemos bem o nosso trabalho”
O cabo dos Amadores de Santarém reconheceu que alguns toiros tiveram pouca força. Ainda assim, defendeu que o grupo cumpriu aquilo que lhe competia.
“As outras quatro pegas, todas à primeira, estiveram bem os forcados. Houve dois a três touros com pouca força, que não deram para transmitir o que queríamos transmitir, isso aí já não nos cabe a nós, fizemos bem o nosso trabalho, o grupo a ajudar bem. Quarta-feira estamos cá outra vez, a ver se saem touros de verdade para darem pegas à séria, como nós queremos, para encher as medidas, tanto ao grupo como à praça.”
Além disso, Francisco Graciosa deixou já o olhar virado para o próximo compromisso. O desejo passa por encontrar toiros que permitam pegas mais exigentes e com maior transmissão.
Temporada marcada por praças importantes
Questionado sobre a temporada, Francisco Graciosa voltou a fazer um balanço favorável. O cabo explicou que o grupo tem enfrentado compromissos de peso, com poucas oportunidades em corridas de menor relevo.
“O balanço da temporada até agora é positivo. Temos tido poucas corridas de menor importância, que são boas para rodar a malta mais nova. Isso não tem acontecido. Pegámos aqui, pegámos em Vila Franca, em Mourão, tivemos o concurso em Évora, ou seja corridas sempre muito, muito sérias, das corridas mais importantes que há na temporada taurina.”
Apesar dessa exigência, os Amadores de Santarém têm conseguido dar espaço a forcados menos rodados.
“Mesmo assim foram corridas em que conseguimos rodar forcados que não têm pegado, tanto em Vila Franca como em Santarém, houve forcados a pegar em que era apenas a 2ª ou 3ª vez que pegavam.”
Treinos exigentes para responder em praças de primeira
Francisco Graciosa explicou ainda que a preparação do grupo tem sido feita sobretudo nos treinos. Sem tantas corridas de rodagem, a aposta passa por exigir mais antes de chegar à praça.
“Os treinos também servem para isso, não precisamos rodar dentro de praça. Eu gosto de apertar com eles aqui nos treinos [risos] para como não temos tido oportunidades em praças de menor relevo, temos de os soltar aos lobos em praças de primeira e tem corrido muito bem e o grupo está numa excelente forma, com forcados num grande momento e prontos para qualquer desafio que nos queiram propor.”
Desta forma, os Amadores de Santarém saíram da corrida com os seis toiros pegados e com sinais de confiança para o que aí vem. Para Francisco Graciosa, o grupo está preparado, mesmo quando a temporada exige respostas em praças de maior responsabilidade.
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