Caso Maycon Douglas: Carlos Anjos aponta três cenários e explica próximos passos da investigação

Caso Maycon Douglas: Carlos Anjos aponta três cenários e explica próximos passos da investigação sobre o assunto.

A morte de Maycon Douglas continua sob investigação e novos esclarecimentos foram avançados por Carlos Anjos, em declarações na CMTV, enquanto se aguardam os resultados oficiais da autópsia.

Três hipóteses ainda em análise

Desde logo, Carlos Anjos explicou que, nesta fase, existem três cenários possíveis para explicar a morte. No entanto, nem todos têm o mesmo peso investigativo.

Segundo o comentador, a hipótese de acidente é a menos provável, tendo em conta as condições do local.

Acidente considerado pouco verosímil

Para sustentar essa leitura, Carlos Anjos apontou fatores técnicos relevantes, como a inexistência de marcas de travagem e a distância significativa entre a estrada e o precipício.

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Dessa forma, restam duas possibilidades: suicídio ou crime, sendo que nenhuma pode ser descartada antes da conclusão da perícia médico-legal.

Identificação do corpo ainda carece de confirmação científica

Outro ponto sensível abordado prende-se com a identificação do cadáver. Até ao momento, esta baseou-se apenas em sinais visuais.

“A cara estava irreconhecível (…) não é suficiente”, alertou Carlos Anjos, sublinhando que só o teste de ADN permitirá uma confirmação absoluta.

Segundo explicou, em tese, poderia existir outra pessoa com características semelhantes.

Autópsia será decisiva

Entretanto, os resultados preliminares da autópsia poderão ser conhecidos “hoje ou amanhã”. Esse exame será determinante para esclarecer as causas da morte.

A perícia irá apurar se o óbito resultou de afogamento ou se existem indícios de violência prévia, como disparos ou ferimentos por arma branca.

Carlos Anjos lembrou ainda que as escoriações visíveis no corpo podem ter uma explicação natural.

Estas poderão resultar dos “sete dias de fundo do mar a bater contra as rochas”, algo que os peritos terão de distinguir cuidadosamente.

Viatura submersa não é considerada essencial

Outro dado relevante diz respeito ao automóvel de Maycon Douglas, que permanece submerso a cerca de seis metros de profundidade.

Segundo o comentador, a investigação não considera prioritário retirar a viatura do mar.

“Se alguém quiser retirar a viatura, terá que apresentar um plano (…) à Capitania”, explicou, acrescentando que essa decisão caberá à família ou à seguradora.

Inquérito tratado como homicídio por razões legais

Por fim, Carlos Anjos esclareceu a razão pela qual o processo está formalmente registado como inquérito por homicídio.

Não se trata de uma convicção das autoridades, mas de uma exigência legal para permitir diligências mais alargadas.

“Se só tivéssemos a comunicação de desaparecimento, a Polícia Judiciária não podia fazer metade das diligências que fez”, concluiu.

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