Catarina Furtado celebra 54 anos com apelo pelos direitos das mulheres, através das redes sociais.
Catarina Furtado assinalou o 54.º aniversário com uma reflexão sobre os direitos das mulheres, a liberdade individual e a defesa da democracia. A apresentadora da RTP1, que completou mais um ano de vida a 25 de agosto, agradeceu o carinho recebido, mas aproveitou a data para homenagear quem enfrentou duras lutas sociais e políticas pelas gerações seguintes.
Através do Instagram, a anfitriã do «The Voice Gerações» destacou os direitos que hoje são encarados com naturalidade, mas que resultaram de décadas de reivindicações e sacrifícios.
Catarina Furtado homenageia mulheres do passado
“Ontem, dia do meu aniversário, agradeci a todas as mulheres que lutaram imensamente no passado para tornarem os invisíveis direitos com que nasceram, visíveis, através de lutas duríssimas que lhes valeram vidas e cancelamentos. Mas também leis, que a minha geração e as que vieram a seguir usufruímos com uma facilidade que infelizmente nem sempre questionamos”, começou por escrever.
Catarina Furtado alargou a homenagem aos homens que também participaram na defesa desses direitos e manifestou preocupação com os discursos que, na sua perspetiva, colocam em causa conquistas democráticas.
“Neste meu dia de aniversário declarei-me a essas mulheres, mas também homens, que não aceitam voltar atrás no tempo! Sendo que as vozes que hoje com arrogância e agressividade estão a pôr em causa a nossa democracia não fazem ideia do que era, de facto, viver no tempo do passado! Essa ignorância preocupa-me muito”, acrescentou.
«É a ignorância nociva que me incomoda»
A apresentadora esclareceu que a sua posição não representa uma crítica às escolhas pessoais de outras mulheres. A preocupação, explicou, está nas consequências de determinadas ideias para quem se encontra numa situação mais vulnerável.
“Evidentemente que não são as diferentes escolhas que cada mulher faz para a sua vida, diferentes das minhas, que me incomodam, é a ignorância nociva, que em prática afetará sempre as pessoas mais vulneráveis”, afirmou.
Catarina Furtado defendeu depois a autonomia corporal e sexual das mulheres, assim como a liberdade para decidirem quando e em que circunstâncias querem ser mães.
“É urgente que saibamos mesmo do que estamos a falar: é fundamental defender o direito à autonomia corporal e sexual de todas as mulheres. Defender o direito das mulheres a serem mães quando e como quiserem, e sem imposições de quem nada tem a ver com essas vidas e cuja escolha em nada belisca quem à força quer impor as suas convicções, ou ambições, morais, políticas, religiosas e outras. Em Portugal existem associações e movimentos apoiados pelo Estado e Igrejas que ajudam as mulheres que não querem abortar a seguir a sua gravidez”, escreveu.
Apresentadora agradece mensagens de aniversário
No final, Catarina Furtado regressou à celebração do aniversário e agradeceu as centenas de mensagens que recebeu.
“Ontem agradeci e honrei quem fez o caminho, arriscando, ultrapassando grandes obstáculos, para que eu possa, por exemplo, celebrar o meu aniversário, escrevendo-vos este texto. Obrigada pelas centenas de mensagens! Obrigada por tanto carinho”, concluiu.
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