Catarina Furtado celebra 15 anos no The Voice Portugal e assume: “Sou alguém que tem uma voz”, afirmou.
Catarina Furtado prepara-se para completar 15 anos à frente do The Voice Portugal. Apesar do longo percurso ligado ao formato da RTP1, a apresentadora garante que continua a emocionar-se com os concorrentes e com as histórias que chegam ao palco.
O entusiasmo mantém-se, sobretudo, quando encontra pessoas dispostas a enfrentar dificuldades para não desistirem de um sonho. Para Catarina Furtado, o talento merece ser reconhecido, mas também protegido de quem tenta diminuí-lo.
“Se há coisa que eu admiro é o talento. E portanto, quando as pessoas vêm lutar pelos seus sonhos, e muitas das vezes, até com grandes dificuldades financeiras, vêm a não deixar que alguém adormeça esse talento, eu tenho uma enorme admiração logo. É sempre muito bom, gosto muito deste formato.”
Catarina Furtado elogia os novos mentores
A nova edição do The Voice Portugal contará com alterações no painel de mentores. Sónia Tavares, Fernando Daniel e Cláudia Pascoal juntam-se aos irmãos Mickael e David Carreira.
Em declarações à TV 7 Dias, Catarina Furtado falou sobre cada uma das escolhas e mostrou-se particularmente feliz por encontrar diferentes gerações e percursos musicais no mesmo grupo.
“A Sónia é minha amiga pessoal, e portanto, fico muito contente. É muito necessária neste painel, até porque tem muita cultura musical. Depois o Fernando e o The Voice já se misturam muito, não é? O Fernando faz isto com muito amor, com muita dedicação. Ele não tem nada como garantido. Trabalha para ser um bom mentor, e eu admiro isso. Depois temos o Micas e o David. O Mickael é alguém que também já faz parte da família, não neste The Voice adultos, portanto, vai ser uma responsabilidade acrescida, mas tenho a certeza que ficará muito feliz por estar ao lado do irmão. Depois, tenho muito orgulho em ver a Cláudia assumir este papel.”
A apresentadora acredita que Sónia Tavares levará uma importante cultura musical ao programa. Já Fernando Daniel é apontado como alguém que continua a encarar cada edição com dedicação, apesar da experiência acumulada no formato.
Mickael Carreira regressa ao universo The Voice, desta vez na edição de adultos, e vai partilhar o painel com David Carreira. Por sua vez, Cláudia Pascoal assume pela primeira vez a função de mentora.
“Sou mais do que uma apresentadora”
Ao longo dos últimos 15 anos, Catarina Furtado procurou não limitar a sua presença no programa à condução dos diferentes momentos da competição.
Sempre que o contexto permite, a comunicadora aproveita a exposição do formato para abordar assuntos como a violência doméstica, o bullying ou os retrocessos nos direitos das mulheres.
A apresentadora mostra-se grata pela liberdade que encontra na RTP1 para introduzir reflexões num programa que, apesar de seguir uma estrutura internacional, também lhe permite deixar uma marca pessoal.
“Tenho esta oportunidade que a RTP me dá e sou muito grata por isso. Por transformar cada momento em que eu posso meter uma deixa, um pensamento, uma reflexão. Se for para falar de violência doméstica, aproveito o momento e falo, ou de bullying, ou dos retrocessos dos direitos das mulheres. Apesar de ser um formato fechado, tenho aqui um palco onde me deixam dizer aquilo que penso. E isso é muito importante nos tempos que correm. Sinto que sou mais do que uma apresentadora do The Voice. Sou alguém que tem uma voz.”
Depois de década e meia ligada ao The Voice Portugal, Catarina Furtado continua a olhar para o programa como um espaço de descoberta musical. Contudo, também o assume como um palco onde pode chamar a atenção para temas que considera essenciais.
