Dalila Carmo: As amizades, a excentricidade e a relação com a TVI, foram abordadas pela actriz.
Dalila Carmo esteve, esta quarta-feira, à conversa com ‘As Três da Manhã’, na Rádio Renascença.
Nesta conversa, a actriz falou sobre uma polémica relacionada com Isabel Silva.
“Uma publicação disse que Isabel Silva, conhecida Bélinha, foi com a ‘amiga Dalila Carmo’ para a Noruega e, depois, tu vieste para as redes dizer assim: ‘Eu conheço-a de vista… como se banaliza a palavra amiga’. Que outros famosos é que se diz para aí que são amigos de Dalila Carmo e tu estás nem aí para eles?”, perguntou Inês Lopes Gonçalves.
“É extraordinário, porque, quando saiu essa notícia, eu tinha visto a Isabel uma vez”, começou por dizer Dalila Carmo.
“Não fomos [juntas para a Noruega], claro que não fomos. Fui com a Sara Matos e com mais uma amiga e um amigo. Mas o que é extraordinário, de facto, é como a imprensa precisa tanto de notícia e interpreta”, explicou Dalila Carmo.
“Eu já publiquei uma vez, numa viagem – é raro, eu faço muito poucas selfies -, mas pus uma em Espanha, aqui ao lado, e disseram que eu estava na Indonésia ou não sei quê”, contou Dalila Carmo.
“Mas se a Isabel quiser ser tua amiga, tu dás uma hipótese à Bélinha?”, perguntou Joana Marques.
“Claro, claro”, respondeu a atriz.
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Dalila Carmo: A excentricidade e relação com a TVI
“Há um ano disseste o seguinte: ‘Fiz ininterruptamente ficção nos últimos 20 anos e não mudou assim tanto’. Porquê que não dizes logo que já estás fartinha de aturar a Alexandra Lencastre?”, perguntou Ana Galvão.
“Porque não estou fartinha de aturar a Alexandra Lencastre! Eu adoro a Alexandra. Não, nada a ver”, respondeu Dalila Carmo.
“Eu acho é que, de facto, nós precisamos de promover mais os conteúdos sobre tudo. Obviamente que os orçamentos também cá são sempre muito limitativos. Seja em cinema ou em televisão, nós não temos o mesmo plafond que encontras noutras realidades audiovisuais europeias, mas, acima de tudo, é os conteúdos. Eu vou sempre bater nesta tecla dos conteúdos”, explicou Dalila Carmo.
“Vocês já perceberam o papel das mulheres na ficção, que continuam todas à batatada umas com as outras por causa de um gajo e o gajo é sempre um coitadinho… coitadinho é o prémio, é a vítima e as mulheres arrancam cabelos umas às outras, matam-se, chamam nomes”, exemplificou.
“É que isto é surreal! As pessoas estão um bocadinho desligadas do mundo e desta evolução que devia acontecer, portanto, eu acho que temos obrigação de fazer parte da mudança, de tentar mudar paradigmas. Não consegues mudar a estrutura de uma história, mas, se puderes contribuir para não continuarmos a ser as mesmas tolinhas… Eu acho que já merecemos! É muito chato”, referiu a artista.
“Há muitos artigos que te associam a excentricidade. O que é que isso significa para ti?”, questionou Inês Lopes Gonçalves.
“Eu acho que tem a ver com o facto de eu estar confortável no meu mundismo. Porque é verdade que até hoje esses tais problemas de integração de infância se podem manifestar se tu, por exemplo, não tens uma necessidade por aí além de fazer parte de um rebanho, de um grupo qualquer”, respondeu Dalila.
“Vivo muito bem sozinha. Não me sinto obrigada a ir e estou confortável na minha solidão. Gosto de fazer coisas sozinha, gosto de viajar sozinha e isso é visto assim de lado e, curiosamente, estamos em 2024 e essas coisas ainda são questionadas”, acrescentou.
“A minha liberdade não interfere com a liberdade de ninguém. Deixem-me em paz”, considerou.
Foi ainda questionada sobre o programa que lhe “dá menos urticária” para participar: “Dança com as Estrelas” ou “Big Brother Famosos”.
Escolheu o “Dança com as Estrelas”: “Tem só a ver com as minhas limitações físicas”.
“Porque ‘Big Brother’ nunca. Acho que isso posso mesmo dizer que jamais”, continuou.
Ana Galvão recordou a última vez que a actriz saiu da TVI, ao fim de 21 anos: “Muito chateada, a dizer que ‘foi feio, muito feio’”.
“Depois, deram-te um contrato de exclusividade e voltaste. É um caso de ‘quanto mais me bates mais gosto de TVI’?”, perguntou a locutora.
“Não, não. É um caso de negociação. Para mim, negociação é uma questão de condições, não só budget e, portanto, foi uma coisa muito conversada. Não tem absolutamente nada a ver com isso. Isto é uma indústria, nós vamos constantemente de um lugar para o outro. Toda a gente sabe que a minha prioridade agora seria fazer produtos mais curtos e séries e não sei quê”, respondeu a actriz.
“É preciso conversar. (…) Portanto, houve aqui uma manobra de sedução de parte a parte, nós conversamos e vimos o que é que era preciso”, assinalou Dalila Carmo.




