Desaparecimento de Maria Custódia Amaral: autoridades admitem possível intervenção de terceiros, segundo foi revelado.
Mistério adensa-se desde o desaparecimento
O desaparecimento de Maria Custódia Amaral, de 54 anos, continua a levantar fortes preocupações. Desde segunda-feira, 19 de janeiro, não há qualquer contacto da filha da atriz Delfina Cruz, mantendo-se o caso envolto em incerteza.
Na noite desta quinta-feira, 22 de janeiro, Tânia Laranjo revelou novos dados sobre a investigação no Grande Jornal, trazendo informações relevantes sobre as suspeitas das autoridades.
Autoridades não afastam hipótese de crime
Segundo a jornalista, neste momento, a linha de investigação aponta para uma possível ação criminosa. Conforme explicou em direto, “haverá indícios da intervenção de terceiros” no desaparecimento de Maria Custódia Amaral.
Além disso, Tânia Laranjo detalhou os últimos momentos conhecidos antes do desaparecimento. De acordo com a informação recolhida, Maria “terá estado com um ex-companheiro com quem terá reatado a relação – não é absolutamente claro”. Acrescentou ainda que “terá tomado o pequeno almoço com ele na segunda-feira de manhã”, admitindo-se também que “tenha passado essa noite com ele”.
Depoimento do namorado e ameaças referidas
Entretanto, foi o namorado quem alertou as autoridades para o desaparecimento. No seu depoimento, terá mencionado um veículo recentemente adquirido por Maria Custódia Amaral. Segundo Tânia Laranjo, o homem afirmou que a companheira “teria comprado recentemente” um carro e que “teria tido umas ameaças na sequência [da compra] desse carro”.
Ainda assim, a jornalista sublinhou que esta linha de investigação “é uma tese que foi seguida pela polícia, mas que para já não será a mais consistente”.
Rapto ou sequestro entre as principais hipóteses
Por outro lado, a hipótese considerada mais sólida pelas autoridades é mais grave. De acordo com Tânia Laranjo, “[A mais consistente] Será a de que Maria tinha sido levada por alguém, ou raptada, ou sequestrada, ou que lhe tivessem feito mal […]”, reforçando que “é isso que está a ser investigado”.
Perante estes indícios, foi acionada uma unidade especializada. A jornalista explicou que “não houve dúvidas da intervenção da unidade de combate ao terrorismo”, uma vez que esta estrutura também atua em casos de criminalidade violenta, raptos e sequestros.
Investigação foca círculo próximo da vítima
Por fim, Tânia Laranjo revelou que, além da própria Maria Custódia Amaral, também o carro e o telemóvel continuam desaparecidos. Neste momento, segundo a jornalista, “a judiciária estará a investigar pessoas do círculo próximo dela para tentar perceber o que aconteceu”.
O caso permanece em investigação, mantendo-se em aberto todas as hipóteses sobre o misterioso desaparecimento da filha de Delfina Cruz.
