Dina Aguiar teve infância dura: “Cheguei a esfregar chão, com aquelas escovas duras. Os meus irmãos iam para o campo trabalhar”

Dina Aguiar teve infância dura: “Cheguei a esfregar chão, com aquelas escovas duras. Os meus irmãos iam para o campo trabalhar”, disse.

Uma conversa marcada pela memória e pela serenidade

Dina Aguiar esteve à conversa com Daniel Oliveira no Alta Definição, numa entrevista onde refletiu sobre o passado, o presente e o futuro. Aos 72 anos, a antiga jornalista da RTP falou de envelhecer com consciência, de perdoar e de viver com menos peso.

Ao longo da conversa, revelou episódios pouco conhecidos da sua infância e explicou como esses anos moldaram a mulher que é hoje.

Uma infância de trabalho e resistência

Longe de uma infância protegida, Dina Aguiar cresceu num ambiente rural e exigente. As tarefas começavam cedo e não havia espaço para facilidades.

A jornalista recordou: “Cheguei a esfregar chão, com aquelas escovas duras. Os meus irmãos iam para o campo trabalhar. A minha infância ensinou-me resiliência”.

Segundo explicou, essas vivências foram determinantes para enfrentar, mais tarde, uma carreira exigente e uma vida marcada pela disciplina.

Quase meio século fora da ribalta

Após 47 anos de carreira, Dina Aguiar despediu-se da RTP em outubro do ano passado. No Alta Definição, explicou que sempre viveu o trabalho longe do estrelato, com foco no dever e não na exposição.

Falou ainda das dificuldades de conciliar a maternidade com uma profissão que “exige muito” e que raramente respeita horários ou vida pessoal.

Amar sem prender e aceitar o tempo

A entrevista ganhou um tom mais íntimo quando Dina Aguiar abordou a forma como encara hoje as relações e o amor. A apresentadora defendeu uma filosofia de desapego construída ao longo dos anos.

Nesse contexto, partilhou: “Quando temos este estado de consciência e de maturidade, nós vamos atrair a pessoa certa. Não vale a pena forçar”.

Para Dina, a aceitação do percurso e do destino é essencial para viver com leveza.

Gratidão como forma de estar na vida

Entre perdas, reencontros e mudanças, a jornalista explicou que aprendeu a valorizar o presente. A adversidade, garante, ensinou-lhe a estar mais ligada ao agora e menos presa ao que já passou.

A sua visão assenta numa combinação de gratidão, consciência e liberdade emocional.

Futuro ainda em aberto

Questionada por Daniel Oliveira sobre um eventual regresso à comunicação, Dina Aguiar foi clara em não fechar portas.
Sobre novos projetos, afirmou: “Não. Ainda há algumas hipóteses, mas só depois de março é que posso falar sobre elas”.

No entanto, deixou uma ressalva realista: “Só não as vou enfrentar com a mesma intensidade, a idade não permite”.

Assim, a passagem de Dina Aguiar pelo Alta Definição revelou uma mulher em paz com o seu percurso, aberta ao futuro, mas determinada a vivê-lo com menos pressa e mais leveza.

Leia também: Alta Definição: Dina Aguiar fala da vida depois da RTP e assume serenidade numa nova fase pessoal

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