‘Discos Perdidos’: Estreia de documentário português

Discos Perdidos‘: Estreia de documentário português, que contou com assinatura na realização de Tiago P. de Carvalho.

Discos Perdidos é um filme híbrido que mistura o real com a ficção num ambiente onírico, criado pelas paisagens açorianas e pela viagem existencialista de Nuno Costa Santos (ex Produções fictícias) criador e escritor do filme, que conta a história de um trintão que vai em busca da juventude perdida no meio do Oceano Atlântico.

O realizador Tiago P. de Carvalho, pegou nesta ideia e criou uma linguagem poética e avassaladora para contar esta história que, mesclada com uma banda sonora cativante, brota uma experiência audiovisual obrigatória a ver no Cinema.

O fio narrativo aborda acima de tudo a importância da música na nossa juventude e mostra como era ser adolescente entre os anos 80 e 90 no meio do Atlântico.

O filme foi nomeado para melhor filme num dos mais importantes festivais portugueses: Caminhos. E premiado com Melhor Realização na Indonésia, e tantas outras nomeações e premiações em vários festivais pelo Mundo.

Uma vez terminado o circuito de festivais, será possível assistir durante uma semana no Cinema City Alvalade, com data de estreia a 19 de dezembro.

Sobre o filme:

Todas as adolescências são musicais.
Partimos então para esse paraíso insular. Buscar esse tempo sagrado e tentar perceber que mudanças ocorreram no território, onde foram partilhadas com os amigos as experiências de criatividade e libertação que são transportadas, noutras circunstâncias, de forma naturalmente mais condicionada e normativa, pela vida fora.
Chegámos à Ilha de São Miguel com a ideia de fazer um documentário a partir de algumas ideias que tínhamos lançado em conversas várias. Depois de um brainstorming e de um processo de investigação de alguns dias, numa casa junto à Lagoa da Furnas, alinhámos uma série de situações que queríamos gravar. Mas as pessoas com as quais nos fomos cruzando, durante várias semanas de rodagem, tornaram esse planeamento apenas o ponto de partida para todo o tipo de surpresas, tornando este filme num formato híbrido entre a realidade e a ficção. Uma viagem de regresso à adolescência que foi conduzida, sobretudo pelas pessoas com que nos fomos confrontando e ligando, e que gentilmente nos iam desviando da rota prevista, para mergulhos mais profundos.
Esta viagem identitária esbarra, e acaba absorvida por esta ilha com uma História escrita pela migração humana deste que os portugueses a descobriram. A migração óbvia de Portugal Continental para o arquipélago. Mais tarde, a migração para os EUA, injectando a cultura num território estrangeiro, e absorvendo a cultura endémica. Houve também a migração dos militares americanos para as ilhas, influenciando a cultura tradicional portuguesa. E até o repatriamento de americanos descendentes de portugueses, já sem background cultural, amigos ou família nas ilhas onde são largados. Todos estes ilhéus partilham, à sua maneira, uma confusão identitária, que é também a ignição deste filme.

Destaques

Opinião | Catarina Miranda e Afonso Leitão: a separação que a televisão transformou em circo nacional

Opinião | Catarina Miranda e Afonso Leitão: a separação...

Rent no Casino Lisboa

Rent no Casino Lisboa, traz memória e impacto, mas...

Bad Bunny emocionou a Luz com “A Minha Casinha” numa noite em que Lisboa também foi Porto Rico

Bad Bunny emocionou a Luz com “A Minha Casinha”...

João Moura Caetano anuncia encerrona para o final da temporada

João Moura Caetano anuncia encerrona para o final da...

Um enorme Miguel Moura e um bom Moura Caetano marcaram a corrida da Feira de Maio na Moita

Um enorme Miguel Moura e um bom Moura Caetano...
Publicidade
Alojamento Web

Reportagens

Artigos relacionados