Empresa de Elon Musk recebeu aprovação da FDA para realizar testes em humanos. Implante é do tamanho de uma moeda e pode permitir que pacientes com paralisia controlem dispositivos com a mente.
O empresário Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (30) que a startup Neuralink, da qual é cofundador, realizou o primeiro implante cerebral num humano. Entretanto, a operação foi realizada no domingo (29) num paciente com paralisia, que está a recuperar bem.

A Neuralink é uma empresa de neurotecnologia que desenvolve implantes para conectar o cérebro ao computador. O dispositivo implantado no paciente é do tamanho de uma moeda e contém 1.920 eletrodos que podem registrar a atividade cerebral.
O objetivo da Neuralink é desenvolver tecnologias que possam ajudar pessoas com deficiências físicas ou cognitivas. Além disso, a empresa espera que, com o implante, o paciente possa controlar dispositivos com a mente, como computadores, smartphones e até mesmo veículos.
FDA aprovou a realização de testes em humanos
A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, aprovou em maio a realização de testes em humanos com o implante da Neuralink, entretanto a empresa já recrutou pacientes para participar nos testes.
Musk, que é também CEO da Tesla e da SpaceX, é um entusiasta da tecnologia de interface cérebro máquina pois acredita que esta tecnologia tem o potencial de revolucionar a forma como interagimos com o mundo.
Elon Musk tem concorrência na corrida ao cérebro máquina
Além da Neuralink, outras empresas e investigadores também estão a desenvolver implantes cerebrais. Em setembro, a empresa neerlandesa Onward anunciou que estavam a testar a incorporação de um implante adicional a outro implante cerebral que estimula a medula espinhal, com o objetivo de permitir que um paciente tetraplégico recuperasse a mobilidade. Por outro lado, em 2019, investigadores do instituto Grenoble Clinatec apresentaram um implante que permite, uma vez instalado, a uma pessoa tetraplégica movimentar um exoesqueleto.
O desenvolvimento de implantes cerebrais ainda está em estágio inicial, mas a tecnologia tem o potencial de revolucionar o tratamento de doenças e deficiências.
Algumas das possíveis aplicações desta tecnologia de interface cérebro-máquina incluem:
- Reabilitação de pacientes com paralisia
- Restauração da visão dos cegos
- Tratamento de doenças psiquiátricas, como a depressão
- Melhoria da comunicação com os computadores
- Contenção do risco de uma IA (inteligência artificial) superinteligente
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