Entrevista de José Castelo Branco no Quénia revela leitura pessoal dos “excessos” do casamento, na CMTV.
Conversa com Tânia Laranjo será transmitida na íntegra na CMTV
Antes de mais, Tânia Laranjo encontrou José Castelo Branco no Quénia para uma entrevista exclusiva.
A conversa completa vai para o ar no domingo, 18 de janeiro, no programa Doa a Quem Doer, da CMTV.
Entretanto, a jornalista revelou alguns pontos centrais do diálogo, centrados na forma como o socialite interpreta os acontecimentos que estão a ser avaliados pela Justiça.
Reconhecimento de excessos e pedido de desculpas
Desde logo, José Castelo Branco admite que a relação foi marcada por comportamentos intensos.
Segundo Tânia Laranjo, o próprio reconhece limites ultrapassados, mas enquadra-os numa dinâmica partilhada pelo casal.
“De facto, ele reconhece que pode ter havido excessos. Pode ter havido excessos numa relação que, segundo ele, era pautada pelos excessos. Ou seja, ele diz mesmo que eram almas gémeas, que ambos tinham uma personagem e viveram sempre nesta personagem. Reconhece que tendo havido excessos, devido à idade da Betty, pede naturalmente desculpas à Betty. Embora negue qualquer ato de agressão voluntário e, por isso mesmo, acredita que será absolvido“, afirmou a jornalista.
Ainda assim, Castelo Branco rejeita a ideia de violência intencional, mantendo a convicção de que o desfecho judicial lhe será favorável.
O enquadramento legal dos comportamentos descritos
Por outro lado, a interpretação das autoridades é distinta.
De acordo com a explicação de Tânia Laranjo, o Ministério Público vê determinados comportamentos como indícios claros de violência doméstica.
“À parte da acusação, são claramente, no entender do Ministério Público, crimes de violência doméstica, por exemplo forçar a maquilhagem, forçar o calçar, alguém que tinha já feridas nos pés, mas o que diz José Castelo Branco é que tudo isto fazia parte da mise-en-scène“, esclareceu.
Assim, o caso centra-se na diferença entre perceção pessoal e avaliação jurídica dos factos.
A personagem, o esforço físico e o contexto no Quénia
Além disso, a jornalista partilhou episódios vividos recentemente com o socialite em África.
Durante a estadia numa tribo, Castelo Branco manteve a imagem pública que o caracteriza, mesmo com custos físicos evidentes.
“Eu estive com Castelo Branco, por exemplo, estes últimos dias numa tribo com animais e o Castelo Branco estava com uns sapatos altíssimos que lhe faziam feridas nos pés. E isto não foi de facto intencional, faz parte da personagem, faz parte do trabalho dele, ele assume que este boneco exige este esforço. E o que ele vai garantindo é que sempre entendeu e que, durante os 30 anos de casamento, Betty também tinha esta lógica de boneco, tinha esta lógica que, para ele, não era agressão. Obviamente tudo isto terá de ser discutido com outro tipo de prova, ouvir-se Betty, saber eventualmente o que Betty tem para acrescentar neste processo“.
Por fim, fica claro que o processo continuará a depender de outras versões e provas.
A entrevista completa promete lançar mais luz sobre a posição de José Castelo Branco, mas a decisão final caberá ao tribunal.
