Quinta-feira, Agosto 5, 2021

Estoril Sol volta a lançar Prémios Literários apesar da crise pandémica

Estoril Sol volta a lançar Prémios Literários apesar da crise pandémica
Agustina Bessa-Luís

Estoril Sol volta a lançar Prémios Literários apesar da crise pandémica, informa a empresa em comunicado, que abaixo transcrevemos.

Com o desígnio de dinamizar as Letras portuguesas, a Estoril Sol renova este ano, a atribuição do Prémio Literário Fernando Namora e do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, em homenagem aos dois grandes escritores, não obstante a crise pandémica de Covid-19 continuar a assolar o País e o Mundo.

Ao persistir na instituição dos seus Prémios Literários, a Estoril Sol reflecte bem a determinação da empresa em não ceder às circunstâncias adversas, em nome de uma relação estreita e antiga com a Cultura. O júri, comum aos dois Prémios, será presidido por Guilherme D‘Oliveira Martins.

Pelo segundo ano consecutivo, o prazo de recepção das obras originais e romances concorrentes foi alterado, devido aos condicionalismos impostos pela pandemia. De acordo com os regulamentos da 24ª edição do Prémio Literário Fernando Namora e da 14ª edição do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, as candidaturas poderão ser entregues até ao próximo dia 31 de Julho.

O Prémio Literário Fernando Namora, de periodicidade anual, é reservado a romances publicados, e tem o valor de 15 mil euros. Recorde-se que foi Francisco José Viegas, com o seu romance “A Luz de Pequim”, o vencedor, por unanimidade do júri, em 2020.

Em acta, o júri registou que “A Luz de Pequim” é um “romance de avaliação de experiências passadas e incertezas actuais”, distinguindo-se como ”uma obra que interroga o tempo e o que fazermos dele. O que nos fica é, sobretudo, um conjunto complexo de personagens e das respectivas vidas, com os seus conseguimentos e os seus fracassos”.

Fernando Namora

O Júri será, ainda, comum ao Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, que é atribuído, regularmente, desde 2008, pela Estoril Sol, tendo como objetivo assumido estimular o aparecimento de novos valores.

Recorde-se que a Estoril Sol eliminou, a partir de 2016, a norma que impunha o limite dos 35 anos de idade para os candidatos, o que alargou o âmbito do concurso. Mantém-se, no entanto, a obrigatoriedade de o romance concorrente ser inédito, e de autor português, “sem qualquer obra publicada no género”.

O romance vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, em 2020, foi “Escavadoras”, de Marta Pais Oliveira. O Prémio tem o valor de 10 mil euros e, nos termos do Regulamento, a obra será publicada pela Editora Gradiva, conforme o protocolo existente com a Estoril Sol.

Ao escolher “Escavadoras”, o júri considerou tratar-se de “um romance que atrai não só pelas vertentes oníricas como a narrativa se organiza, mas também pelo sentimento de perda que une o universo existencial das personagens. Um ponto de vista lutuoso orienta e organiza as relações humanas e, facto não menos relevante, a própria tragédia familiar vivida no romance”.

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