FF emociona fãs ao recordar último colo do pai após perda repentina

FF emociona fãs ao recordar último colo do pai após perda repentina, devido ao falecimento ocorrido esta semana.

Cantor partilha homenagem nas redes sociais

Fernando Fernandes, conhecido artisticamente como FF, perdeu o pai no passado domingo, dia 14 de setembro. A notícia foi avançada pela mãe do cantor, que revelou que o marido “partiu repentinamente”.

Na madrugada desta quarta-feira, 17 de setembro, o artista recorreu ao Instagram para partilhar uma foto em que surge em bebé, ao colo do progenitor, e refletiu sobre a importância do abraço paterno.

Reflexão sobre o último abraço

Na legenda, FF começou por escrever: “O último dia em que o meu pai me pegou ao colo”. Seguiu com uma reflexão sobre a memória desse gesto:

“Existe um dia, ninguém sabe qual, que é o último dia em que o nosso pai nos pegou ao colo. Depois dessa última vez, nunca mais estivemos suspensos nos braços do nosso pai e a vida seguiu sobre os nossos pés, pernas, peito e as dores foram curadas com abraços mas sem colo. Esse último desvaneceu-se da nossa memória e nunca nos lembraremos: esta foi a última vez que o meu pai me segurou nos seus braços. Com sorte ficará a memória dessa sensação, pelas fotografias ou histórias que se passaram em sítios onde sabemos que é provável que nos tenham levitado por breves momentos.”

A ausência e a dor da perda

FF prosseguiu, refletindo sobre a partida do pai e a ausência física que será sentida para sempre:

“Desconfio que sei quando foi a última vez que o meu pai me pegou ao colo mas nunca terei a certeza se foi essa realmente a última vez. A distância entre esses dois tempos, o de estarmos sem sabermos pela última vez no colo do nosso pai e de estarmos pela primeira vez no chão depois dessa última vez, tem a mesma matemática entre saber que o nosso pai está vivo e saber que ele já não está. É um tempo esquisito e dilatado ainda que seja muito rápido. É rápido o momento em que percebemos que nunca mais iremos resgatar o que quer que seja. Esse momento, entre uma coisa e outra, cai no chão e ensopa tudo. E depois os abraços dos que nos querem bem vão secando o chão e a nossa dor. E a nossa dor vai nos secando também até nos sentirmos mirrados, pequeninos e leves com vontade de pela última vez, não pesarmos no colo de um pai.”

Veja este momento AQUI.

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