Filha de Eduardo e Joana Madeira denuncia bullying: comentadores do V+Fama pedem mais responsabilidade às escolas e aos pais, esta manhã.
Testemunho público de Leonor gera debate no V+ Fama
O relato de Leonor, filha de Eduardo Madeira e Joana Madeira, esteve em destaque no programa V+ Fama. A jovem, de 12 anos, participou numa campanha de consciencialização e revelou ter sido alvo de rejeição e intimidação por parte de um grupo de amigas.
Entretanto, a situação levou à mudança de escola, numa tentativa de recuperar a autoestima e reconstruir o círculo de amizades.
Queixa-crime apresentada às autoridades
Durante a emissão, Marta Aragão Pinto esclareceu que o caso não terminou com a transferência de estabelecimento de ensino. Segundo referiu, a perseguição terá continuado.
“Ontem no jornal, para além de ter passado este vídeo, o Eduardo e a Joana falaram e disseram que para além do que aconteceu na escola e que depois a Leonor mudou de escola, a perseguição continuou. E isso é que deu aso a uma queixa-crime na polícia”.
Assim, a família avançou com uma denúncia formal, perante a persistência do alegado assédio.
“O bullying e a violência estão a crescer”
Também Isabel Figueira elogiou a coragem de Leonor ao dar a cara pelo problema. Além disso, partilhou uma experiência pessoal envolvendo o filho mais novo.
No debate, alertou para a dimensão crescente do fenómeno nas escolas.
“Nós temos aqui que ver vários tipos de bullying. Temos o bullying que hoje vemos muito nas redes sociais que são miúdos que estão a filmar outros, a bater nos outros severamente. É preciso que cada vez mais este assunto venha à tona porque o bullying e a violência estão a crescer nas escolas e nos colégios privados cada vez mais”.
Consequentemente, defendeu maior exposição e discussão pública do tema.
Pais também chamados à responsabilidade
Por sua vez, António Leal e Silva destacou a importância da campanha e a capacidade de comunicação da jovem, distinguindo conflitos pontuais de situações de perseguição continuada.
Já Marta Aragão Pinto foi mais longe na análise e apontou responsabilidades à esfera familiar.
“A escola tem que intervir. Mas hoje em dia os pais são muito culpados da escola não intervir tanto. A culpa não é das crianças. A culpa é dos pais e da educação que dão às crianças. E da maneira como falam destes temas em casa”.
Por fim, deixou um apelo direto à vigilância parental.
“Sejam os pais dos miúdos que sofrem, sejam os pais dos miúdos que são os abusadores. Estejam atentos aos filhos e tentem saber tudo o que acontece na vida deles, porque eles precisam, acima de tudo, nestas alturas dos pais”.
Desta forma, o testemunho de Leonor reacendeu o debate sobre bullying em contexto escolar. Entre denúncias formais e pedidos de maior intervenção, o tema voltou a ganhar destaque no espaço televisivo e nas redes sociais.
