Francisco Moita Flores agradece ao médico que o salvou na Feira do Livro: “O Meu Anjo da Guarda”

Francisco Moita Flores agradece ao médico que o salvou na Feira do Livro: “O Meu Anjo da Guarda”, escreveu nas redes sociais.

Francisco Moita Flores agradece ao médico que o salvou na Feira do Livro: "O Meu Anjo da Guarda"

Francisco Moita Flores sofreu um AVC na Feira do Livro em Lisboa, como oportunamente aqui demos conta.

Um médico que se encontrava no local, acabou por o assistir de imediato e salvá-lo.

Francisco Moita Flores esteve internado, foi intervencionado e agora recorreu às redes sociais para agradecer ao médico.

Fique, de seguida, com o texto na íntegra:

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“O MEU ANJO DA GUARDA:

Aprendemos na catequese, logo nos primeiros dias de escola. Cada um de nós tem um Anjo da Guarda que nos acompanha, nos protege e nos ajuda. Eu já sabia, mesmo antes de conhecer os bancos da sala de aula, que ele existia. Fazia parte da oração que a minha mãe me ajudava a recitar, antes do beijo de boa noite.

Porém, desde esses tempos de puto, nunca mais dei por ele, coisa que não significa nada. Os anjos vivem numa dimensão que são raros os mortais a senti-los, ou pressenti-los, não discutem, não se impõem e, como continuo a acreditar nos desenhos do catecismo, têm a forma de luz.

Pois, bem, chegou a hora da verdade. Hoje falei com o meu Anjo da Guarda! Falei conversa em que ele e eu nos escutámos e dissemos. Voz de pessoas para o milagre ser maior.

O pouco que soube dele é bem mais interessante do que tudo aquilo que sei sobre mim.

Chama-se Diogo, é cardiologista, e no dia 11 de Setembro, comprava livros na Feira do Livro. No Pavilhão da Leya, a escassos metros onde, no mesmo momento, fui vítima de um ataque cardíaco. Esqueceu os livros, deixou os seus autores preferidos em cima do balcão, e correu na minha direção. E fez aquilo que fazem os Anjos. Investiu a sua força, o seu talento e conhecimento para me salvar. Julgo que a coisa meteu murros, compressões e, até, um desfibrilhador, tipo motor de arranque para o coração voltar, de novo, ao trabalho.

E qual a razão de argumentar com tanta autoridade que se trata do meu Anjo da Guarda?

Conseguiu o meu telemóvel e as palavras transbordavam de alegria quando, com a voz embargada pela emoção, lhe disse:

– Sei agradecer e retribuir dádivas. Mas não sei como se agradece por me ter salvo a vida. Não tenho palavras para a gratidão que sinto.

E foi então, que o Dr. Diogo se revelou como meu Anjo da Guarda:

– As nossas contas estão saldadas, pela alegria que sinto em ter salvo uma vida naquelas circunstâncias!

Não sei o que mais lhe disse, que as palavras saíam todas molhadas das lágrimas. Sei, apenas, que combinámos um encontro para nos conhecermos olhos nos olhos.

Seja como for, fui aos meus papéis antigos procurar a oração que a minha mãe recitava, e me fazia recitar, antes de adormecer e hoje, e sempre, vou rezar a este Anjo da Guarda que, entre livros, naquela tarde, decidiu revelar as suas angélicas funções. Feliz porque salvou uma vida!”

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