Quarta-feira, Julho 28, 2021

Graça Fonseca emite nota de pesar pelo falecimento de Bruno J. Navarro

D.R.

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, emitiu uma nota de pesar pela morte do historiador Bruno J. Navarro.

Abaixo, transcrevemos a nota de pesar na íntegra:

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta profundamente a morte do historiador, professor, investigador e presidente do conselho diretivo da Fundação Côa Parque Bruno J. Navarro (1977-2021).

Natural de Coimbra, Bruno J. Navarro licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, instituição onde conclui também o seu Mestrado em História Contemporânea, tendo sido investigador do Centro de História da Universidade de Lisboa. Na sua carreira de investigador passou também pelo Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, onde frequentou o Programa Doutoral de História, Filosofia e Património da Ciência e da Tecnologia, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Foi professor no Instituto Superior de Ciências Educativas, integrando ainda o corpo docente de cursos pós-graduados da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Autor de vários estudos publicados em monografias, dicionários e revistas especializadas, era, apesar da sua juventude, reconhecido pelos seus pares com um dos historiadores portugueses de referência nos períodos da Primeira República e do Estado Novo. Prova do reconhecimento e da excelência do seu trabalho, venceu o Prémio “O Parlamento e a República”, atribuído pela Assembleia da República, o Prémio de História Contemporânea – Dr. Victor de Sá, atribuído pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho, bem como prémio «República e Academia», atribuído pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Com um percurso político ligado a Vila Nova de Foz Côa, foi deputado à Assembleia Municipal e foi membro da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Douro. Desempenhou também funções na Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, acompanhando as áreas educativa e cultural. Em 2017 foi nomeado presidente do Conselho de Administração da Côa Parque – Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa, cargo que atualmente exercia.

O seu mandato constituirá sempre um marco na história da Fundação Côa Parque, seja pela extrema competência e dedicação com que exerceu o cargo, seja pelo legado que deixa nesta instituição de referência da cultura portuguesa, onde o seu trabalho permitiu aliar a salvaguarda do património cultural português à inovação, à ciência e tecnologia e, também, à arte contemporânea. Esta enorme responsabilidade que assumiu foi sempre concretizada com dedicação, diligência e maturidade, mas também com ânimo, energia e exemplo de liderança para todos os que com ele trabalhavam.

Fazendo jus ao seu percurso profissional, Bruno J. Navarro destacou-se com um trabalho consistente e sustentado na atualização, inovação e modernização da Fundação Côa Parque e do Museu do Côa. Recentemente, o seu trabalho e a sua perseverança foram fundamentais para o lançamento do programa especial do Parque Arqueológico do Vale do Côa, na data em que se assinalou o vigésimo segundo aniversário da inscrição dos Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa na Lista do Património Mundial da UNESCO.

A Fundação Côa Parque e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, lugares centrais da cultura portuguesa, são, hoje, espelho e legado de um historiador e dirigente público que dedicou a sua vida ao conhecimento, ao exercício nunca fútil da memória e à defesa do património cultural nacional. A sua morte precoce choca-nos, mas o seu trabalho e a sua paixão pelo que fazia, como o património cultural que tão bem guardou e deu a conhecer com novos rumos, lança uma forte luz sobre os caminhos a seguir. É este o profundo reconhecimento que a Cultura portuguesa lhe deve.

À família e amigos enviam-se sentidas condolências“.

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