Hélder Fráguas revela origem do “veremos” de A Sentença, expressão que começa a deixar marca na televisão.
Hélder Fráguas já tem mais do que uma expressão associada à sua presença em A Sentença. Depois de “Depois, não se queixe”, o “veremos” acompanhado por um movimento da mão também passou a ser reconhecido pelos telespetadores.
O juiz do programa da TVI explicou a origem do gesto durante a Summer Party TVI Millennium Estoril Open, realizada no passado sábado, dia 18, em Cascais.
Expressão já é repetida na rua
Em declarações exclusivas, Hélder Fráguas revelou que algumas pessoas já o abordam fora da televisão para repetir o momento.
“Na rua já me dizem ‘veremos’ e fazem a rotação da mão”, contou.
Apesar de a expressão ter ganho visibilidade através de A Sentença, o hábito acompanha o magistrado há várias décadas.
Gesto nasceu nos tempos da faculdade
Hélder Fráguas explicou que começou a usar o “veremos” ainda antes de exercer advocacia ou entrar na magistratura.
O gesto surgiu entre 1985 e 1990, durante o período em que estudava e aguardava pelas provas orais.
“Sempre tive esse hábito. Vem, até, de tempos anteriores ao exercício da advocacia e da magistratura. Vem já do tempo da faculdade. Quando estávamos à espera nas provas orais, estas estavam marcadas para uma determinada hora e não havia propriamente uma ordem prevista das chegadas. Então, nós, que estávamos à espera, bem engravatados, começávamos a dialogar uns para os outros: ‘A que horas é que será a minha oral?’. ‘Veremos’, dizíamos nós. Aquilo ficou-me desde os tempos da faculdade, entre 1985 e 1990. Agora, de vez em quando utilizo e, na rua, já vou ouvindo”, explicou.
Décadas depois, uma expressão nascida nas conversas entre estudantes acabou por tornar-se numa das imagens de marca do juiz de A Sentença.
