Helena Sacadura Cabral anuncia morte do cunhado Carlos Portas: “Um silêncio difícil de preencher”

Helena Sacadura Cabral anuncia morte do cunhado Carlos Portas: “Um silêncio difícil de preencher”, afirmou nas redes.

Helena Sacadura Cabral anunciou a morte do cunhado, o professor Carlos Alberto Portas, numa mensagem publicada nas redes sociais. A escritora recordou a importância que ele teve na vida da família e dos seus alunos, destacando a marca deixada por quem dedica a existência ao ensino.

Noutra publicação, Helena refletiu sobre as dificuldades, as perdas e os obstáculos que surgem ao longo da vida. Embora não tenha relacionado diretamente os dois textos, a reflexão sobre as “pedras do caminho” surgiu depois da homenagem ao familiar.

Escritora recorda o legado do cunhado

Ao comunicar a morte de Carlos Alberto Portas, Helena Sacadura Cabral começou por explicar a ligação familiar e a dimensão da perda.

“O Professor Carlos Portas foi meu cunhado. Faleceu ontem. A sua morte deixa um silêncio difícil de preencher”, escreveu.

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A escritora distinguiu as pessoas que deixam apenas uma recordação daquelas que conseguem marcar de forma duradoura quem se cruza com elas.

Para Helena, o cunhado pertenceu a este segundo grupo, particularmente pelo trabalho desenvolvido como professor.

“Porque ensinar nunca é apenas transmitir conhecimentos. É também despertar curiosidades, formar consciências, estimular perguntas e, de alguma maneira, participar na construção das pessoas que os seus alunos virão a ser”, afirmou.

Na sua perspetiva, o desaparecimento de Carlos Alberto Portas ultrapassa o sofrimento vivido pelos familiares e amigos mais próximos.

“A partida do Professor Carlos Alberto Portas é, por isso, uma perda que ultrapassa o círculo daqueles que lhe eram próximos. Perde-se um professor, mas perde-se também uma presença, uma voz, uma forma particular de olhar o mundo e de o partilhar com os outros”, acrescentou.

“Há uma espécie de permanência que a morte não consegue apagar”

A homenagem prosseguiu com uma reflexão sobre a memória e sobre a influência que os professores continuam a exercer, mesmo depois de partirem.

Helena Sacadura Cabral considerou que a verdadeira herança do cunhado permanece nas pessoas que aprenderam com ele.

“A morte obriga-nos a reconhecer a fragilidade de tudo aquilo que julgamos permanente. Mas há uma espécie de permanência que a morte não consegue apagar: a das palavras que ficam, dos ensinamentos que foram assimilados, dos gestos que foram lembrados e da influência que, muitas vezes sem o sabermos, alguém exerceu sobre nós”, escreveu.

Para a autora, essa marca humana é mais importante do que qualquer registo material.

“É essa a verdadeira herança de um professor. Não os livros, os programas ou as aulas que ficaram para trás, mas aquilo que permanece dentro de quem o ouviu”, sublinhou.

A publicação terminou com uma despedida dirigida ao familiar.

“Que o Professor Carlos Alberto Portas descanse em paz. E que a memória da sua vida e do seu trabalho possa continuar viva naqueles que tiveram o privilégio de o conhecer, de o escutar e de aprender com ele”, concluiu.

As perdas e as “pedras do caminho”

Numa reflexão posterior, intitulada As pedras do caminho, Helena Sacadura Cabral abordou as dificuldades que surgem de forma inesperada e obrigam cada pessoa a reconsiderar a maneira como avança.

“Há pedras no caminho de todos nós. Umas são pequenas, quase impercetíveis, e obrigam-nos apenas a abrandar o passo. Outras são enormes, surgem de repente e parecem impedir-nos de continuar”, escreveu.

A escritora reconheceu que seria mais fácil imaginar um percurso sem contratempos. Contudo, defendeu que é precisamente através das adversidades que se aprende a resistir.

“Durante muito tempo, talvez pensemos que a vida seria mais fácil se o caminho fosse liso, sem obstáculos, sem perdas, sem desilusões. Mas são precisamente as pedras que nos obrigam a olhar para onde pomos os pés. Ensinam-nos a escolher, a resistir, a cair e, sobretudo, a levantar-nos”, afirmou.

Helena distinguiu diferentes origens para essas dificuldades, desde as deceções provocadas por outras pessoas até aos acontecimentos que não é possível controlar.

“Algumas pedras chegam através das pessoas. São palavras que ferem, gestos que decepcionam, ausências que deixam marcas. Outras vêm das circunstâncias: um sonho que não se concretiza, uma porta que se fecha, um destino que não escolhemos”, referiu.

A autora acrescentou que também existem obstáculos criados pela própria pessoa, associados ao medo, ao orgulho, à hesitação ou ao arrependimento.

“O que muda é a nossa maneira de caminhar”

Na parte final da reflexão, Helena Sacadura Cabral defendeu que nem todas as dificuldades podem ser afastadas. Algumas precisam de ser contornadas e outras obrigam a reunir forças para as ultrapassar.

“E há pedras que, depois de muito tempo, percebemos que não eram apenas obstáculos: eram lições”, escreveu.

Para a autora, o essencial não está na ausência de problemas, mas na resposta construída perante cada adversidade.

“A vida não se mede pela quantidade de pedras que encontramos, mas pela maneira como caminhamos entre elas. Porque um caminho sem dificuldades talvez fosse mais cómodo, mas dificilmente nos ensinaria quem somos”, afirmou.

Helena Sacadura Cabral terminou com uma mensagem de resistência perante aquilo que não pode ser evitado.

“No fim, cada pedra vencida fica para trás como testemunho da nossa caminhada. E talvez seja essa a verdadeira aprendizagem: não esperar que o caminho se torne fácil, mas tornarmo-nos nós mais fortes para o percorrer. Porque as pedras estarão sempre lá. O que muda é a nossa maneira de caminhar”, concluiu.

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