Helena Sacadura Cabral valoriza os pequenos gestos: “Começa pelo irrelevante”

Helena Sacadura Cabral valoriza os pequenos gestos: “Começa pelo irrelevante”, destacou através das redes sociais.

Helena Sacadura Cabral partilhou uma reflexão sobre a importância das palavras, dos gestos e das atenções que facilmente passam despercebidos. Para a escritora, algumas das maiores mudanças da vida começam precisamente naquilo que, à primeira vista, parece não ter valor.

No texto publicado nas redes sociais, intitulado Começa pelo irrelevante, Helena Sacadura Cabral deixou um apelo para que o essencial não seja adiado enquanto se espera por acontecimentos extraordinários.

Uma palavra ou um gesto podem fazer a diferença

“Há coisas na vida que parecem irrelevantes, pequenas demais para merecer a nossa atenção. Uma palavra, um gesto, um olhar, um minuto de escuta, uma mão estendida, um telefonema que adiamos, um abraço que julgamos poder dar amanhã”, começou por escrever.

Contudo, aquilo que parece insignificante pode transformar-se no início de algo determinante.

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“E, no entanto, muitas vezes é precisamente pelo que consideramos irrelevante, que começa o que realmente importa”, salientou.

Helena Sacadura Cabral defendeu que as mudanças mais importantes nem sempre chegam acompanhadas por acontecimentos evidentes.

“Uma grande mudança raramente chega com barulho. Começa, quase sempre, de forma discreta: numa decisão aparentemente insignificante, numa atitude que ninguém vê, numa pequena renúncia, numa palavra dita no momento certo. O que hoje parece pequeno, pode tornar-se amanhã, a diferença entre uma vida vivida com sentido e uma vida passada à espera de um momento extraordinário que até talvez nunca chegue”, refletiu.

Relações também nascem de momentos inesperados

A autora aplicou a mesma ideia aos relacionamentos. Uma conversa aparentemente banal, um sorriso ou uma pergunta podem abrir caminho ao amor, à amizade ou a uma reconciliação.

“Também os relacionamentos começam pelo irrelevante. Por uma conversa sem importância, por uma coincidência, por uma atenção inesperada. Um grande amor pode nascer de um simples sorriso. Uma amizade pode começar com uma pergunta. Uma reconciliação pode depender das palavras: ‘Perdoa-me’”, escreveu.

Helena Sacadura Cabral considera que a procura constante pelo grandioso impede muitas pessoas de reconhecerem o valor do que já está diante delas.

“O problema é que estamos demasiado habituados a procurar o grandioso, à espera de grandes acontecimentos para sermos felizes, grandes gestos para nos sentirmos amados, grandes oportunidades para começarmos a mudar. E, de tanto esperar, deixamos escapar o essencial, que se apresenta diante de nós em pequenas coisas”, observou.

Não deixar para amanhã o que importa hoje

Para a escritora, começar pelo irrelevante significa cuidar no presente do que se deseja conservar no futuro. Também implica agradecer, pedir perdão e demonstrar afeto antes que seja demasiado tarde.

“Começar pelo irrelevante é aprender a não desprezar o pequeno. É cuidar hoje daquilo que queremos preservar amanhã. É dizer ‘gosto de ti’ enquanto ainda podemos dizê-lo. É agradecer antes que a ausência nos ensine o valor de uma presença. É fazer o bem sem esperar reconhecimento. É compreender que nenhuma vida se constrói apenas de grandes momentos, mas sobretudo da soma silenciosa de milhares de pequenos gestos”, afirmou.

No final, Helena Sacadura Cabral reforçou o apelo para que a espera pelo extraordinário não faça esquecer aquilo que verdadeiramente pode mudar uma vida.

“Talvez aquilo que chamamos de irrelevante seja apenas aquilo cujo valor ainda não conseguimos perceber. Por isso, não esperemos sempre pelo extraordinário”, aconselhou.

“Comecemos pelo pequeno. Pela palavra. Pelo gesto. Pela atenção. Pelo perdão. Pela presença. Pelo amor. Porque, muitas vezes, o que muda uma vida não começa com algo grandioso. Começa pelo irrelevante”, concluiu.

Veja a publicação AQUI.

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