Sexta-feira, Setembro 24, 2021

Henrique Feist lembra bullying: “Éramos postos no caixote do lixo”

Henrique Feist lembra bullying: "Éramos postos no caixote do lixo"

Henrique Feist lembra bullying: “Éramos postos no caixote do lixo”, na entrevista concedida a Manuel Luís Goucha.

Henrique Feist foi convidado de Goucha no ‘Conta-me’ e falou sobre a morte dos pais, Manuela Paulino e Luís Feist, e ainda do bullying que sofreu na escola.

A mãe faleceu vítima de cancro da mama, em 1993, tinha Nuno apenas 20 anos.

Tenho [saudades] todos os dias. Custa sempre a perda de um pai. A minha foi muito cedo. Eu tinha 20 anos, mas desde os 9, que foi quando a minha mãe foi diagnosticada, que assistimos ao sofrimento dela”, disse.

Nasci nisto. Não havia forma de nos proteger disto porque éramos uma família muito próxima. Há muitas conversas que não foram tidas”, lamentou.

Falo com ela, não falo com Deus. Tenho a minha forma de acreditar num ser superior. Arranjo conforto em pensar que existe (…) Desabafo com eles”, acrescentou

O pai faleceu dois anos depois, vítima de cancro na pele: “Não houve um método, teve de ser. Eu sou mais emotivo o que o Nuno [irmão]. O Nuno amparou-me. Na parte emocional eu vergo, o Nuno não. Está lá”, disse.

O meu pai não fumava, não bebia (…) Quando descobriu que não tinha cura, uma das coisas que ele disse foi: ‘a Manela já me esta a chamar’”, recordou.

Ele confiava que nós tínhamos uma família muito grande. Como era a família Feist. Não se traduziu da forma que ele quis. Isso já são outros 500. Mas isso é que o tranquilizou”, disse sobre a família.

Quem nos amparou foram os cônjuges, a minha prima Marina, filha da irmã da minha mãe, e não posso descurar de todo os amigos”, revelou.

Henrique Feist e o irmão, Nuno Feist sofreram de bullying.

Eu e o Nuno aparecíamos com 9 e 10 anos na televisão a cantar. Não queiras saber o que isso era nos anos 80. Uma vez, ao meu irmão, chicotearam-no com arame farpado. A mim prenderam-me no duche e desligaram-me a água fria e escaldei-me. A minha mãe reclamou na escola. (…) Éramos postos no caixote do lixo, era tudo”, recordou.

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