Hugo Mendes revela sonho na televisão: “Gostava muito de apresentar uma Casa dos Segredos”, assinalou.
Hugo Mendes abriu o jogo sobre televisão, exposição pública e ambição profissional numa conversa em direto nas redes sociais com o tarólogo Eurico. O comentador e editor da “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, falou dos bastidores, da pressão de opinar sobre figuras públicas e dos projetos que ainda gostaria de assumir.
Com um percurso longo atrás das câmaras, Hugo Mendes explicou como a experiência na produção o ajudou a preparar a entrada no comentário social. Ainda assim, admitiu que a chegada à “Passadeira Vermelha” trouxe receios, sobretudo pelas comparações com Cláudio Ramos.
A comparação com Cláudio Ramos
A entrada de Hugo Mendes como comentador aconteceu numa fase sensível do formato. Cláudio Ramos tinha saído e o público acabou por criar inevitáveis paralelos entre os dois.
Hugo não escondeu que essa comparação o deixou apreensivo. Porém, transformou também o tema num elogio ao antigo colega.
“Eu tinha esse receio porque, para já, não gosto de comparações. Somos diferentes. Ainda assim, ser comparado ao Cláudio enquanto comentador social é um privilégio, porque ele para mim foi e será sempre o melhor comentador social do país”, confessou.
Além disso, o editor reconheceu que aprendeu muito com Cláudio Ramos. No entanto, considera que o período da pandemia foi decisivo para o público perceber melhor quem era.
“Acho que as pessoas aí ficaram-me a conhecer. Fui construindo a minha personalidade”.
Dos bastidores para a frente das câmaras
Antes de se tornar uma presença regular no ecrã, Hugo Mendes acumulou mais de quinze anos de experiência na Fremantle. Trabalhou em programas como “Salve-se Quem Puder” e “Peso Pesado”, sempre numa lógica de bastidores.
Essa escola, garante, foi essencial para lidar com a exposição que veio depois.
“Quem está durante muito tempo nos bastidores está a uma vida inteira a preparar-se para depois, se quiser, saltar para a frente das câmaras. Acho que quem aterra de paraquedas no meio mediático pode ser muito mais doloroso”, explicou.
A frase ajuda a perceber a forma como Hugo Mendes encara o próprio percurso. Nada aconteceu de repente, mesmo que o reconhecimento público tenha chegado mais tarde.
A pressão de comentar famosos
O trabalho na “Passadeira Vermelha” não vive apenas de opinião. Como editor e comentador, Hugo Mendes acaba muitas vezes por receber reações de figuras públicas incomodadas com o que é dito no programa.
O próprio admitiu que, por vezes, lhe chega “a fatura daquilo que é dito no programa”.
Entre os episódios que recordou, houve um caso de uma pessoa que se recusou a voltar a dar entrevista depois de não ter gostado de um comentário.
“Já tive uma pessoa no Norte que não dá entrevista. Falaram mal da minha roupa na semana passada e eu não gostei. Nunca mais falo convosco”.
Apesar dessas situações, Hugo Mendes fez questão de sublinhar que a maioria dos famosos sabe lidar com críticas. Na sua opinião, há também muito fair play no meio.
“Estou constantemente a ser bombardeado com notícias”
A rotina diária da “Passadeira Vermelha” exige atenção permanente. Editar e comentar 90 minutos de programa sobre figuras públicas obriga a acompanhar redes sociais, notícias e polémicas quase sem pausa.
Hugo Mendes admitiu que esse ritmo se torna pesado, sobretudo ao fim de semana.
“Eu estou constantemente a ser bombardeado com notícias. Um fim de semana que eu poderia estar desligado, ou não vou ao Instagram, ou, se vou, estou a trabalhar”, desabafou.
Ainda assim, o comentador mostra-se satisfeito com o caminho que tem feito. A ambição, porém, não fica por aqui.
O sonho de apresentar um reality show
Questionado sobre o futuro, Hugo Mendes revelou vontade de experimentar a apresentação. E a resposta acabou por surpreender pela ligação direta ao entretenimento popular.
“Muito provavelmente um Got Talent ou um reality show. Gostava muito, muito, muito de apresentar uma Casa dos Segredos”.
A confissão mostra um lado mais ambicioso do comentador. Depois de anos a observar, editar e comentar televisão, Hugo Mendes admite querer ocupar outro lugar no pequeno ecrã.
Fé, perdas e proteção familiar
A conversa com o tarólogo Eurico também teve uma dimensão mais pessoal. Hugo Mendes falou da sua relação com a fé e da forma como lida com a ausência de pessoas importantes.
Sem se apresentar como alguém ligado à prática religiosa tradicional, explicou que sente uma ligação espiritual forte.
“Sinto muito essa ligação com as pessoas que já partiram. Quando nós vamos partir deste mundo sem saber a verdade, acho que é muito melhor quando nós construímos na nossa cabeça algo que nos abrace e que nos reconforte”, partilhou.
Hugo Mendes revelou ainda que costuma pedir proteção às avós e ao irmão falecido em momentos importantes. Fá-lo antes de viagens ou quando precisa de tomar decisões, garantindo já ter sentido sinais de que essas preces foram ouvidas.
Entre a televisão, os bastidores e a vida pessoal, Hugo Mendes deixou uma entrevista marcada pela franqueza. Falou dos medos, do desgaste e da ambição, mas também da ligação emocional que mantém com quem já partiu.
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