INDIA chega ao Palácio Duques de Cadaval com mais de 90 obras de arte contemporânea indiana

INDIA chega ao Palácio Duques de Cadaval com mais de 90 obras de arte contemporânea indiana, segundo foi revelado em comunicado.

O Palácio Duques de Cadaval, em Évora, recebe INDIA, uma grande exposição dedicada à arte contemporânea indiana. A mostra reúne 20 artistas e mais de 90 obras, afirmando-se como um dos projetos expositivos de maior escala apresentados em Portugal nas últimas duas décadas.

Patente entre 20 de junho e 25 de outubro de 2026, INDIA cruza pintura, abstração tântrica, práticas espirituais, linguagens figurativas e expressões experimentais.

Além disso, a exposição coloca no mesmo espaço trabalhos urbanos, contemporâneos e tribais. O resultado é uma leitura ampla da criação artística indiana, sem reduzir a Índia a uma só imagem.

Um diálogo entre mundos no coração de Évora

Mais do que uma exposição temática, INDIA propõe um encontro entre geografias, tradições e formas distintas de pensar a arte. O projeto reúne artistas de vários contextos e apresenta uma visão plural do universo criativo indiano.

Assim, a mostra aproxima práticas contemporâneas de expressões vernaculares e tribais. Essa relação desafia hierarquias mais convencionais da história da arte.

Por isso, INDIA não se limita a mostrar obras. A exposição propõe também uma reflexão sobre a contemporaneidade, a tradição e o lugar das culturas não ocidentais no circuito artístico internacional.

Hervé Perdriolle destaca diversidade artística

A curadoria é assinada por Hervé Perdriolle, figura ligada à valorização da arte contemporânea não ocidental. No texto de apresentação da exposição, o curador sublinha a diversidade de artistas e linguagens reunidas em Évora.

“𝗔 𝗲𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶çã𝗼 𝗿𝗲ú𝗻𝗲 𝗮𝘀 𝗼𝗯𝗿𝗮𝘀 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗽𝗮𝗽𝗲𝗹 𝗱𝗲 𝗔𝗰𝗵𝗮𝗿𝘆𝗮 𝗩𝘆𝗮𝗸𝘂𝗹 (𝗩𝘆𝗮𝗸𝘂𝗹 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮 “𝗼 𝗲𝘅𝗮𝗹𝘁𝗮𝗱𝗼” 𝗲𝗺 𝘀â𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗼); 𝗮𝘀 𝗽𝗶𝗻𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀 𝗮𝗻ó𝗻𝗶𝗺𝗮𝘀 𝗱𝗮𝘀 𝗳𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮𝘀 𝗧𝗮𝗻𝘁𝗿𝗶𝗸𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗳𝗶𝗮𝗺 𝗮𝘀 𝗳𝗿𝗼𝗻𝘁𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗮𝗯𝘀𝘁𝗿𝗮çã𝗼 𝗲 𝗺𝗲𝗱𝗶𝘁𝗮çã𝗼; 𝗮𝘀 𝗼𝗯𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗝𝗮𝗻𝗴𝗮𝗿𝗵 𝗦𝗶𝗻𝗴𝗵 𝗦𝗵𝘆𝗮𝗺 𝗲 𝗝𝗶𝘃𝘆𝗮 𝗦𝗼𝗺𝗮 𝗠𝗮𝘀𝗵𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝘃𝗲𝗹𝗮𝗺 𝗮𝘀 𝗿𝗮í𝘇𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗮𝗻𝗶𝗺𝗶𝘀𝘁𝗮; 𝗲 𝗼𝘀 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘀𝗮 𝗝𝗼𝘀𝗲𝗽𝗵 𝗲 𝗦𝗶𝗷𝗶 𝗞𝗿𝗶𝘀𝗵𝗻𝗮𝗻, 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘃𝗶𝗱𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗺 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻ç𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮𝘀 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗮𝗿𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗻𝗮𝘀 𝗮𝗿𝘁𝗲𝘀 𝗽𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗻𝗮 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿â𝗻𝗲𝗮 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝘃𝗮𝘀𝘁𝗼 𝘀𝘂𝗯𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲”, afirma Hervé Perdriolle.

Deste modo, a exposição reúne nomes e práticas que atravessam diferentes tradições. Há espiritualidade, memória, gesto popular e investigação contemporânea.

Do hiper-realismo à tradição de Bollywood

Entre os artistas representados, a exposição inclui obras de Parag Sonarghare, Acharya Vyakul e Jivya Soma Mashe. Também estão presentes trabalhos de Siji Krishnan, Ratheesh T e Mayank Kumar Shyam.

Segundo Hervé Perdriolle, os retratos de Parag Sonarghare ocupam um lugar particular no percurso expositivo.

“𝗢𝘀 𝗴𝗿𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀 𝗿𝗲𝘁𝗿𝗮𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗮𝗿𝗮𝗴 𝗦𝗼𝗻𝗮𝗿𝗴𝗵𝗮𝗿𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗼𝗰𝗮𝗺 𝘀𝗶𝗺𝘂𝗹𝘁𝗮𝗻𝗲𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗼 𝗵𝗶𝗽𝗲𝗿-𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 𝗲 𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗱𝗶çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗶𝗻𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮𝘇𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗕𝗼𝗹𝗹𝘆𝘄𝗼𝗼𝗱. 𝗣𝗼𝗿 𝗳𝗶𝗺, 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗮𝘀 𝗼𝗯𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗿𝗲𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗮𝗿𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗻𝗼 𝗣𝗮𝗹á𝗰𝗶𝗼 𝗖𝗮𝗱𝗮𝘃𝗮𝗹, 𝗮 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗧. 𝗩𝗲𝗻𝗸𝗮𝗻𝗻𝗮 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮, 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃é𝘀 𝗱𝗼 𝗲𝗿𝗼𝘁𝗶𝘀𝗺𝗼, 𝗮 𝗮𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝘂𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗼, 𝗽𝗼𝗿 𝘃𝗲𝘇𝗲𝘀 𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗱𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗴𝗶𝗴𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀𝗰𝗮 𝗰ó𝗽𝘂𝗹𝗮 𝗱𝗶𝘃𝗶𝗻𝗮, 𝘁𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗲𝘃𝗲𝘂 𝗢𝗰𝘁𝗮𝘃𝗶𝗼 𝗣𝗮𝘇 𝗻𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 𝗩𝗶𝘀𝗹𝘂𝗺𝗯𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗮 Í𝗻𝗱𝗶𝗮.”

Assim, INDIA apresenta uma combinação de linguagens que vai do hiper-realismo ao sagrado. O percurso expositivo aproxima também referências populares e dimensões simbólicas.

Portugal e Índia em diálogo contemporâneo

INDIA é apresentada como a primeira grande exposição em Portugal dedicada à arte contemporânea indiana em diálogo direto com práticas tribais. Por isso, representa um momento relevante no panorama artístico nacional.

Além disso, a mostra surge num contexto histórico marcado por mais de cinco séculos de relação entre Portugal e a Índia. O projeto recupera esse legado, mas fá-lo através de uma abordagem contemporânea.

No centro da exposição está a ideia de pluralidade radical. Diferentes temporalidades, estéticas e origens coexistem sem serem tratadas como contraste.

Pelo contrário, a proposta aponta para um processo de fertilização criativa. O universo urbano e as comunidades tribais surgem lado a lado, como forças vivas da mesma paisagem artística.

“A Índia, tal como a arte contemporânea, é plural”

Com esta exposição, o Palácio Duques de Cadaval reforça o seu posicionamento como espaço de investigação e diálogo artístico internacional.

Para Hervé Perdriolle, a força da arte indiana está precisamente na sua capacidade de reunir mundos diferentes.

“𝗔 Í𝗻𝗱𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮 𝗮 𝘀𝘂𝗿𝗽𝗿𝗲𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿-𝗻𝗼𝘀 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗲𝘅𝘁𝗿𝗮𝗼𝗿𝗱𝗶𝗻á𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗼𝗳𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿, 𝗲𝗺 𝘀𝗶𝗺𝘂𝗹𝘁â𝗻𝗲𝗼, 𝗼 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿â𝗻𝗲𝗮 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗲𝗻𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗼𝗺𝗶𝗻𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗲 𝗺𝗶𝗻𝗼𝗿𝗶𝘁á𝗿𝗶𝗮𝘀, 𝗴𝗹𝗼𝗯𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗶𝘀, 𝘂𝗿𝗯𝗮𝗻𝗮𝘀 𝗲 𝗿𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀. 𝗔 Í𝗻𝗱𝗶𝗮, 𝘁𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿â𝗻𝗲𝗮, é 𝗽𝗹𝘂𝗿𝗮𝗹.”

Essa pluralidade é, afinal, a ideia que atravessa toda a mostra. INDIA propõe uma Índia feita de muitas Índias, entre tradição, invenção e contemporaneidade.

Informações práticas

A exposição INDIA pode ser visitada no Palácio Duques de Cadaval, em Évora, entre 20 de junho e 25 de outubro de 2026.

O horário de visita é de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

O bilhete normal tem o valor de 6 euros.

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