Ivo Lucas nem uma palavra disse sobre a condenação

Ivo Lucas nem uma palavra disse sobre a condenação, em entrevista a Júlia Pinheiro.

A SIC anunciou uma entrevista exclusiva de Ivo Lucas no programa “Júlia” de ontem e havia a expectativa de que falasse pela primeira vez sobre a sua condenação no processo da morte de Sara Carreira.

Júlia: Ivo Lucas… como nunca se viu! Amanhã [ontem], entrevista exclusiva onde nada fica por perguntar… nem por responder!”, promoveu a SIC nas redes sociais.

Recorde-se que Ivo Lucas, acusado de homicídio negligente grosseiro, foi condenado em janeiro a uma pena suspensa de dois anos e quatro meses.

Porém, na entrevista com a apresentadora da SIC, Ivo Lucas falou apenas da sua carreira na representação e na música, tendo sido surpreendido por mensagens de vídeo de alguns colegas e amigos.

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A condenação no processo Sara Carreira

A leitura da sentença do caso do acidente que vitimou Sara Carreira foi conhecida a 12 de Janeiro e três dos quatro arguidos (Paulo Branco, Ivo Lucas e Cristina Branco) foram condenados por homicídio negligente e Tiago Pacheco foi condenado a uma pena de multa.

Ou seja, 3 arguidos com pena suspensa. Nenhum com pena efectiva.

O advogado de Ivo Lucas falou aos jornalistas.

O meu arguido, desde o princípio, que estava pronto para qualquer que fosse o resultado. O Ivo apresentou-se em Tribunal, respondeu ao que lhe foi perguntado. Este é um processo altamente complicado e doloroso“, começou por dizer.

Eu sei que é extremamente complicado, um pai que perde uma filha, eu também sou pai e sei que é extremamente doloroso, mas o meu cliente também está a passar um mau bocado“, referiu.

Posto isto, estava pronto desde o início e vai reagir quando tiver que reagir“, destacou.

Questionado pelos jornalistas se vai recorrer da sentença aplicada, disse: “A Meritíssima fez o melhor que podia, tecnicamente era um caso difícil de julgar, não vou pôr isso em causa, eu pessoalmente com aquilo que se reproduziu em julgamento acho que a conclusão está errada e, por isso, muito provavelmente porque ainda não li a sentença, tendo em aquilo que acho que aconteceu durante o julgamento a minha impressão é que vou recorrer“.

Acho que o meu arguido e o meu constituinte prestou as declarações que tinha de prestar quando as teve de prestar com verdade. Podia ter inventado histórias, não as inventou, contou exatamente o que aconteceu, ajudou o Tribunal como pôde e vou recorrer porque é daquelas coisas: Deus até castiga, mas não castiga duas vezes“, rematou.

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