Joana Amaral Dias critica relação de Macron com Brigitte e fala em “abuso sexual”

Joana Amaral Dias critica relação de Macron com Brigitte e fala em “abuso sexual”, deixando clara a sua opinião.

A relação entre o presidente francês Emmanuel Macron e a sua mulher, Brigitte Macron, voltou a estar no centro da polémica. Tudo começou após a divulgação de imagens captadas no Vietname, onde o chefe de Estado francês parece ter levado uma chapada da companheira ainda dentro do avião.

Pouco depois, Joana Amaral Dias reagiu com dureza nas redes sociais, apontando críticas não apenas à relação entre os dois, mas também à forma como a comunicação social e a sociedade francesa lidam com o tema.

“O presidente da França será casado com um homem vestido de mulher? A pergunta corre na net, formulam-se muitas teorias e voam boatos”, escreveu. A ex-deputada sublinhou, porém, que o verdadeiro problema está na origem da relação. “A questão não é o facto de ela ser 24 anos mais velha. O ponto é que, quando se conheceram, ele tinha 14 ou 15 anos e ela quase 40”, lembrou, classificando o início da história como “um caso de abuso vendido como uma História de Amor”.

Brigitte era professora e casada

De acordo com Joana Amaral Dias, há mais fatores a agravar esta narrativa. “A atual primeira dama era casada e com três filhos, um dos quais mais velho do que Macron, e era sua professora. Ou seja, ocupava um lugar de autoridade e ascendente, posição que torna o abuso sexual de adolescentes particularmente grave”, afirmou.

Apesar da diferença de idades ser muitas vezes relativizada, a comentadora é clara: “Noutras etapas etárias, 24 anos de diferença podem ser mitigados. O problema é que ele era uma criança”.

Relativização e duplos critérios

Por outro lado, Joana não deixou de apontar o dedo à hipocrisia com que alguns casos semelhantes são tratados. “Esta relativização presta um péssimo serviço ao combate à pedofilia, às violações e aos direitos humanos em geral”, escreveu, comparando com o caso de Paula Lavigne e Caetano Veloso, onde também vê um padrão de tolerância para com celebridades.

A antiga deputada foi mais longe e denunciou ainda a disparidade de critérios. “Pior é que esta relativização é, vezes demais, acompanhada também por outros duplos critérios no que às mulheres diz respeito”, disse, lembrando o caso mediático de Luis Rubiales. “Em 2023, o presidente da Federação de Espanha de Futebol Feminino foi apedrejado no pelourinho por um xoxo não consentido a uma jogadora (…). Enquanto isso, minimiza-se o facto de Macron ser um menino quando Brigitte o levou para a cama”, criticou.

Chapada ou “momento de cumplicidade”?

Apesar da controvérsia gerada pelas imagens captadas no Vietname, o Palácio do Eliseu tentou desdramatizar. “Foi um momento em que o presidente e a mulher descomprimiram uma última vez antes do início da viagem, com uma brincadeira. Foi um momento de cumplicidade”, afirmou a comitiva oficial.

Contudo, o especialista em linguagem corporal Alexandre Monteiro vê o momento com outros olhos. Segundo análise publicada nas redes sociais, o gesto de Brigitte apanhou Macron de surpresa e revelou um clima de tensão entre o casal.

“As elites promovem teorias da conspiração”

Na parte final do texto, Joana Amaral Dias foi ainda mais crítica. “Onde estão hoje os tais arautos dos direitos que pulavam com Rubiales? Onde andam agora esses paladinos do puritanismo?”, questionou, deixando no ar a ideia de que existem diferentes regras conforme o estatuto de quem está envolvido.

“As elites, com as suas mentiras, ocultações ou esquemas, atiçam Teorias da Conspiração e depois promovem castigos ou censura a quem ouse pensar sobre a realidade que vê. Maligno e perverso. Abuso”, concluiu.

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