José Alberto Reis revela lado espiritual e quer levar a sua música a todos os lares, assinalou no Alta Definição.
Luto vivido com fé
José Alberto Reis foi o convidado de Daniel Oliveira no programa “Alta Definição”, da SIC, onde partilhou momentos marcantes da sua vida. Durante a conversa, o cantor falou da morte do pai, ocorrida há cerca de um ano, e da forma como lidou com a perda.
“O meu pai era mais distante do que a minha mãe”, começou por explicar, enquanto mostrava objetos simbólicos, como um relógio e uns óculos de sol do progenitor.
“Está parado porque ela já não vive nesta dimensão. Está sempre parado. Eu trago a energia do meu pai aqui também”, disse, referindo-se ao relógio.
Espiritualidade atenuou a dor
A perda do pai não o fez chorar, algo que atribui à sua fé.
“Eu não chorei uma lágrima quando o meu pai faleceu. Tinha 97 anos, também essa idade facilita, mas como eu acredito noutras dimensões, que nós vivemos dentro de um corpo, usamos esse corpo em determinado tempo, isso não magoa tanto assim”, confessou.
Orgulho do pai pela carreira
Durante a entrevista, o artista revelou que o pai sentia orgulho especial pelos boleros que gravou. A ligação à música foi sempre forte, tanto no seio familiar como na sua relação com o público.
Compromisso com os mais velhos
Entretanto, José Alberto Reis destacou a importância do seu trabalho junto dos idosos, especialmente na época natalícia.
“No dia do Natal dos Hospitais eu procuro ir cantar em lares e isso faz parte da missão, da dádiva. A música faz despertar a alma, nem que seja um minuto de música desperta a alma”, afirmou.
Vontade de ir mais longe
Mesmo quando surgem obstáculos técnicos, o cantor não desiste.
“Não me proporcionaram uma aparelhagem de som, mas eu não posso deixar de cantar. Eu levei a guitarra e cantei, mas com esforço. É muito bonito isso”, contou.
Por fim, partilhou um novo objetivo: criar uma “tournée nos lares”, como forma de levar ânimo e conforto a quem mais precisa.

