Luís Filipe Borges recorda carreira, Açores e novo sonho no cinema: “Só me faltam 387 mil”

Luís Filipe Borges recorda carreira, Açores e novo sonho no cinema: “Só me faltam 387 mil”, assinalou sobre o novo projeto.

Luís Filipe Borges foi o convidado do programa “Juca”, onde esteve à conversa com Júlio Magalhães sobre televisão, escrita, humor e a ligação aos Açores.

Natural de Angra do Heroísmo, o humorista, escritor, apresentador e produtor falou sobre um percurso que começou longe das câmaras, mas sempre perto das ideias e das palavras.

Da Direito à televisão

Durante a entrevista, Luís Filipe Borges recordou a transição inesperada do curso de Direito para a televisão.

O percurso começou a ganhar forma depois de uma crónica num jornal, que acabou por abrir caminho a projetos como “A revolta dos pastéis de nata” e, mais tarde, “5 para a meia-noite”.

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“𝗘𝘂 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰𝗲𝗶 𝗽𝗼𝗿 𝘁𝗿𝗼𝗰𝗮𝗿 𝗼 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼, 𝗽𝗼𝗿 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝗶𝗱𝗲𝗶𝗮𝘀 𝗲 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗲𝘃𝗲𝗿, 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗿𝗮 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝘀𝗼𝗻𝗵𝗼 𝗲 𝗮𝗹𝗴𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗲𝗶 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿. 𝗘 𝗮 𝘁𝗲𝗹𝗲𝘃𝗶𝘀ã𝗼 𝘀𝘂𝗿𝗴𝗲 𝗽𝗼𝗿 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮 𝗱𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗮”.

Assim, a escrita acabou por ser o ponto de partida para uma carreira construída entre vários formatos e linguagens.

Ficção, humor e histórias anónimas

Além do trabalho em televisão, Luís Filipe Borges tem explorado a criação de narrativas na ficção.

Um dos exemplos recentes é a série “Sempre”, centrada em histórias anónimas nas vésperas da revolução de abril.

“𝗙𝗼𝗶 𝘂𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 𝗳𝗮𝗻𝘁á𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼. 𝗣𝗼𝗱𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘀𝗽𝗶𝗿𝗮𝗿-𝗻𝗼𝘀 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗮𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗵𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮𝘀, 𝗵á 𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗮𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗵𝗲𝗿ó𝗶𝘀 𝗮𝗻ó𝗻𝗶𝗺𝗼𝘀”.

A vontade de contar histórias continua a cruzar-se com o humor, mas também com uma atenção particular à memória, à identidade e às pessoas comuns.

Os Açores como ponto de regresso

Apesar da diversidade de projetos, os Açores mantêm-se no centro da obra de Luís Filipe Borges.

A série “Mal-amanhados” tornou-se especialmente simbólica, por ser a primeira produção açoriana exibida na RTP1 ao fim de 37 anos.

Agora, o autor está a terminar a rodagem da segunda temporada, desta vez com António Raminhos.

“𝗢𝘀 𝗔ç𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝘀𝗮𝗲𝗺 𝗱𝗲 𝗻ó𝘀. 𝗘𝘂 𝘀𝗶𝗻𝘁𝗼-𝗺𝗲 𝘂𝗺 𝗮𝗯𝘀𝗼𝗹𝘂𝘁𝗼 𝗽𝗿𝗶𝘃𝗶𝗹𝗲𝗴𝗶𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗮”.

Durante a conversa, o produtor explicou ainda que crescer num território marcado por sismos e vulcões ajuda a construir uma forma particular de estar na vida, mais resiliente e mais disponível para aproveitar o presente.

“First date” e o sonho da longa-metragem

O projeto mais recente de Luís Filipe Borges é a curta-metragem “First date”, já distinguida dezenas de vezes em festivais internacionais.

O filme romântico foi rodado integralmente na ilha do Pico, que assume quase o papel de personagem principal.

Agora, o próximo objetivo passa por avançar para uma longa-metragem. O guião de uma dramédia já está escrito, mas falta garantir o financiamento.

Com humor, Luís Filipe Borges resumiu o ponto em que está esse sonho.

“É 𝗼 𝗽𝗿ó𝘅𝗶𝗺𝗼 𝘀𝗼𝗻𝗵𝗼. 𝗢 𝗴𝘂𝗶ã𝗼 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲, 𝘀ó 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝟰𝟬𝟬 𝗺𝗶𝗹 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝘀ó 𝗺𝗲 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮𝗺 𝟯𝟴𝟳 𝗺𝗶𝗹”.

Entre televisão, literatura, humor e cinema, Luís Filipe Borges continua a construir uma carreira marcada por ideias, raízes açorianas e uma vontade persistente de contar histórias.

Veja a entrevista AQUI.

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