Luís Osório critica Joana Marques devido a novo espectáculo, baseado no julgamento que a opôs aos Anjos.
Luís Osório reage à decisão judicial e à resposta de Joana Marques
O cronista Luís Osório decidiu abordar o tema que marcou a semana passada — o mediático caso “Anjos vs Joana Marques” —, depois de a humorista ter sido ilibada pelo tribunal.
Recorde-se que os irmãos Nelson e Sérgio Rosado, da dupla Anjos, processaram Joana Marques, exigindo um milhão de euros de indemnização, alegando ofensas à honra. A decisão judicial, contudo, foi favorável à comunicadora da Renascença, que celebrou a vitória nas redes sociais.
“Não podia ser de outra forma”
Na sua crónica, Luís Osório começa por reconhecer que o desfecho era o único possível.
“Não podia ser de outra forma”, escreveu, sublinhando que a ação movida pelos cantores “era tão absurda que o simples facto de ter chegado a tribunal já roçava o surrealismo”.
O jornalista destacou ainda a naturalidade da reação de Joana após o julgamento:
“A juíza falou, a humorista suspirou de alívio. E festejou, como qualquer um faria. Se alguém me pedisse um milhão de euros por nada, também convidaria os amigos para jantar e abriria uma garrafa.”
“O humor é um ótimo negócio”
Contudo, a análise de Luís Osório não se ficou pela celebração da vitória. O cronista observou a forma como Joana Marques capitalizou o momento, anunciando o novo espetáculo “Em Sede Própria” poucas horas depois da sentença.
“Não um, mas quatro. Coliseu dos Recreios, Super Bock Arena, tudo a sold out em menos de uma hora. O humor, como se vê, é um ótimo negócio.”, apontou.
“Há nisto qualquer coisa de incomodativo”
Mas é precisamente neste ponto que o tom da crónica muda. Luís Osório deixou claro que, embora admire o talento de Joana Marques, não deixou de sentir desconforto perante a rapidez com que tudo se transformou num produto comercial.
“Há nisto qualquer coisa de incomodativo.”, escreveu, acrescentando que a sua reflexão não é sobre o mérito da humorista, mas sobre a forma como a justiça e o entretenimento se cruzam num mesmo palco.
“O desconforto não está no talento, que é inegável, mas na pressa com que se transforma um julgamento real, com pessoas reais, num produto cultural pronto a consumir. Discuto o desrespeito pela Justiça.”, concluiu.
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