Luís Trigacheiro prepara concertos especiais no Festival Montepio Às Vezes o Amor e confirma novo disco “a ser cozinhado”, em entrevista ao Infocul.pt.
Antes de mais, 2025 arranca com novos palcos e novas metas para Luís Trigacheiro. O cantor integra o cartaz do Festival Montepio Às Vezes o Amor e encara os próximos espetáculos como momentos-chave no arranque do ano.
Depois de esgotar a primeira sessão em Lagoa, para 14 de Fevereiro, foi aberta nova sessão para o mesmo dia.
Além disso, os concertos assumem um peso especial na agenda do artista. A expectativa é alta e o planeamento já está em curso.
“Estes dois concertos vão ser dois dos primários do ano e, portanto, estamos muito ansiosos para começar uma nova tour, começar um novo ano. Temos algumas coisas preparadas e programadas para poder apresentar nesses dois concertos e estamos muito ansiosos.”
Assim, Lagoa será um dos primeiros pontos de partida para a nova digressão.
Vinil reforça ligação aos discos anteriores
Entretanto, há novidades para os fãs mais colecionadores. Trigacheiro acaba de editar os seus trabalhos em formato físico.
Por conseguinte, os dois álbuns passam a estar disponíveis em vinil.
“Acabo de lançar a versão vinil do último disco e lancei também do primeiro disco, portanto, estão disponíveis as duas em vinil.”
Desta forma, o cantor recupera um formato clássico, muito procurado por quem valoriza a experiência analógica.
Novo álbum ainda em definição
Por outro lado, o futuro discográfico já está a ser desenhado. Ainda assim, o processo decorre com calma.
Para já, não há datas fechadas.
“Está a ser cozinhado, não sei se será já para este ano, talvez para o próximo, estamos ainda a decidir, depende do processo todo.”
Consequentemente, o próximo passo depende do ritmo criativo e das escolhas artísticas.
Sonoridade aberta a mudanças
Questionado sobre o rumo musical, Trigacheiro não fecha portas. Prefere experimentar e deixar espaço à surpresa.
“Não sei, estou a inventar um bocadinho, mas vamos ter que esperar para ver.”
Depois, reforça a ligação emocional às suas origens.
“O Alentejo, para mim, fica no meu coração, portanto, pode estar a qualquer parte do mundo.”
Assim, a identidade alentejana mantém-se como base, mesmo que os sons evoluam.
Coliseu dos Recreios marcou a carreira
Entretanto, um dos momentos mais marcantes do percurso recente aconteceu em Lisboa. O cantor estreou-se em nome próprio no Coliseu dos Recreios e esgotou duas sessões.
Primeiro, recordou o contexto:
“Duas sessões.”
Depois, descreveu a emoção de pisar aquele palco sozinho.
“Foi lindo, já tinha ido ao Coliseu como convidado a outros artistas, algumas vezes.”
E acrescentou:
“Inclusive do Buba [Espinho], sim, ele foi também o meu convidado agora nas duas sessões. Mas realmente pisar aquele palco sozinho é de outra importância e é de outra elegância. É uma sala muito bonita e é uma sala que eu acho que todos os artistas querem ter no seu portfólio e na sua carreira, portanto, nunca é igual.”
Arranque de ano com ambição
Em suma, entre concertos intimistas, edições em vinil e um novo disco em gestação, Luís Trigacheiro entra em 2025 com vários projetos em marcha.
Agora, o foco vira-se para o festival dedicado ao amor, onde promete abrir a nova fase da carreira em proximidade total com o público.
