Marcos Bastinhas sobre as Sanjoaninas: “Esta praça está irrepreensivelmente bem tratada, que é uma coisa que por vezes não vimos lá no continente”

Marcos Bastinhas sobre as Sanjoaninas: “Esta praça está irrepreensivelmente bem tratada, que é uma coisa que por vezes não vimos lá no continente”, destacou o ginete em declarações ao Infocul.pt.

Marcos Bastinhas sobre as Sanjoaninas: "Esta praça está irrepreensivelmente bem tratada, que é uma coisa que por vezes não vimos lá no continente"

Entrevista e Texto: Rui Lavrador
Fotografia: Paulo Gil

A Praça de Touros da Ilha Terceira recebeu, este domingo – 19 de Junho, a segunda corrida de touros integrada nas Sanjoaninas.

Frente a touros da Casa Agrícola José Albino Fernandes, actuaram Marcos Bastinhas, João Pamplona e Andrés Romero, bem como os forcados amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Aposento da Moita e Aposento de Turlock.

Após as suas duas lides, Marcos Bastinhas concedeu declarações ao Infocul.pt, sobre a presença nas Sanjoaninas 2022.

Sobre as duas lides e os dois touros deste domingo: “Este quase não conta. Mas, começando pelo primeiro. O primeiro tinha muita nobreza, mas faltava-lhe transmissão, para conectar mais com a bancada. Mas os cavalos estiveram numa tarde muito grande. O Goya, na minha opinião, com 3 ferros soberbos, com muita classe, a entrar pelo touro adentro, e depois o outro com um palminho de violino, que é sempre do agrado do público. Neste segundo touro, vinha com ganas de ir para a guerra, tentei ainda dar alguma respiração ao touro, não me dobrar muito com ele, andar com ele mais a direito, mas toda a ajuda foi muito pouca, porque as condições eram muito fracas, não consegui e fiquei triste. Preferia que este touro tivesse saído logo ontem na primeira actuação, para terminar hoje com chave de ouro, mas as corridas e os touros são assim. Não sabemos o que está lá dentro. É não baixar os braços e pensar já na corrida de sábado”.

Sobre a afición das Sanjoaninas: “Felizmente já cá venho há alguns anos, se eu não me engano, já é a sexta ou sétima participação nas Sanjoaninas, gosto muito desta afición. É uma afición exigente, gosta dos touros, sabe o que quer, por vezes também temos algumas coisas a aprender com eles. Esta praça está irrepreensivelmente bem tratada, que é uma coisa que por vezes não vimos lá no continente. Como eu dizia, não sei se foi a si ou a outra pessoa, vi aqui uma pessoa a pintar e quando acabou de pintar, começou a chorar por ver a sua praça tão bonita. Há essa afición e esse gosto. E também temos de ter pelas nossas coisas no continente, sem dúvida, porque as coisas estando arranjadas têm outro sabor e outra classe”.

Sobre a quadra dividida entre continente e Terceira: “Não foi fácil, porque a quadra felizmente tem um grande nível. Trouxe cavalos de grande nível, como é o caso do Danone, que sai em quase todas as corridas, o Goya está a ser uma aposta forte esta temporada, o Lexus vai dar muitas cartas […] Foi uma aposta muito forte aqui para as Sanjoaninas, com o sabor amargo deste último touro, que não deixou luzir. Mas, no continente também deixei grandes cavalos, como é o caso do Da Vinci, o DNA, o Destinado, penso que foi uma gestão bem pensada. Os cavalos que lá estão dão-me muita confiança para as corridas de Évora e Alcácer, que é onde já está o meu pensamento”.

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