Maria do Céu Guerra fala da morte na ficção e na vida: “Penso muito na morte”, assinalou em recente entrevista.
Maria do Céu Guerra abriu o coração numa entrevista à revista TV 7 Dias, abordando um dos temas mais sensíveis da existência: a morte. A veterana atriz falou tanto da morte na ficção como da forma como encara, hoje, o seu próprio fim.
Durante a conversa, revelou que foi apanhada de surpresa com o desfecho da sua personagem em A Protegida, da TVI. “Eu não percebi logo que a Benedita ia morrer. E se tivesse percebido bem… não sei se teria aceite. Não gosto de morrer. Ninguém gosta de morrer”, confessou.
Contudo, nem todas as “mortes” artísticas são iguais. Ao comparar o teatro com a televisão, Maria do Céu Guerra não teve dúvidas. “Gosto muito de morrer em teatro. Quando é quase no fim e depois levantamo-nos e agradecemos. Acho isso ótimo. Aqui não. Nas novelas não podemos”, explicou.
Por fim, partilhou ainda uma reflexão profundamente pessoal. “Penso, penso muito na morte. Penso na pena que tenho de deixar este mundo tão difícil, mas tão interessante”, disse à publicação.





