Miguel Araújo celebra 20 anos de carreira e reflete sobre o tempo, a música e a maturidade

Miguel Araújo celebra 20 anos de carreira e reflete sobre o tempo, a música e a maturidade, em recente entrevista.

Dois marcos que se cruzam no mesmo ano

Miguel Araújo atravessa um momento simbólico da sua vida pessoal e artística. Aos 47 anos, o músico assinala duas décadas de carreira, um percurso que começou a ganhar projeção em 2005 com o álbum de estreia dos Os Azeitonas.

Este balanço foi feito numa entrevista recente à revista Vidas, do Correio da Manhã, a propósito do lançamento do seu novo tema.

Um tempo que parece curto e infinito ao mesmo tempo

Ao olhar para trás, Miguel Araújo reconhece que a passagem do tempo é difícil de medir. A sensação oscila entre a proximidade e a distância extrema.

Sobre essa perceção contraditória, confessou: “É difícil de explicar. Parece que começou ontem, mas, ao mesmo tempo, parece que foi há sete vidas atrás. Parece que foi noutro milénio, mas a verdade é que foi tudo a correr e eu nunca fiz uma pausa”.

A mesma inquietação criativa de sempre

Apesar das mudanças naturais trazidas pelos anos, o cantor garante que a essência do seu trabalho permanece intacta. O modo de criar e a motivação continuam a ser os mesmos.

Nesse sentido, afirmou: “Para mim nada mudou e eu continuo a fazer música da mesma maneira, com o mesmo entusiasmo e a mesma inquietação”.

A maturidade trouxe calma e distanciamento

Se a paixão pela música se mantém, a relação com a pressão exterior transformou-se. Miguel Araújo explicou que hoje vive a carreira com maior serenidade.

O artista revelou: “A questão é que agora estou mais maduro e já não tenho as ansiedades de ir para o palco como tinha no início. Já nem sequer tenho aquela ânsia de ler as críticas para ver se gostaram dos meus discos”.

Quando a música deixa de ser separável da vida

Ao fazer este balanço de 20 anos, Miguel Araújo descreve uma fusão total entre o homem e o músico. Para si, já não existe fronteira entre criação artística e identidade pessoal.

A reflexão termina de forma clara e íntima: “A música tornou-se uma extensão da minha própria existência, não é separável de mim. A música entranhou-se em mim”.

Assim, Miguel Araújo celebra duas décadas de um percurso marcado pela consistência, pela inquietação criativa e por uma relação cada vez mais orgânica com a música.

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